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Sunday, September 16, 2012

Na Londres de 1921, a arrogante e cética Florence Cathcart é famosa por expor fraudes e ajudar a polícia a prender charlatões. Abaixo, o início deste soberbo filme de produção da BBC.




Leia depois de ver o vídeo: O início deste filme é maravilhoso, e nos faz pensar porquê por alguns detalhes. A última cena choca pela veracidade. A mesma mulher que estava sendo enganada pelos vigaristas mostra sua fúria por ter suas falsas esperanças despedaçadas.

Uma outra coisa que chama muito a atenção era a forma como as pessoas entravam em contatos com espíritos no passado e em como elas entram hoje. O Brasil é o país com o maior número de Kardecistas do mundo, apesar da doutrina ter nascido na França. O próprio Allan Kardec fala que começou suas pesquisas por conta dos fenômenos das mesas que levitavam (O Livro dos Espíritos), mágica que era popular em sua época, e que hoje é executada em festas infantis.


Abaixo: Harrry Houdini revelando o método de um charlatão da época.

Na década de 1920, Houdini voltou suas energias para desbancar os auto-proclamados paranormais e médiuns. A formação de Houdini em mágica lhe permitiu expor fraudes que tinham sucesso enganando muitos cientistas e acadêmicos . Ele era um membro de uma comissão científica americana que oferecia um grande prêmio em dinheiro para qualquer meio que conseguisse demonstrar habilidades sobrenaturais. Ninguém foi capaz de fazer isso, e o prêmio nunca foi ganho.

O primeiro a ser testado foi George Valentim de Wilkes Barre, Pensilvânia. Como sua fama como uma "Ghostbuster" cresceu, Houdini foi levado a assistir a sessões em disfarce, acompanhado por um oficial de polícia e um repórter. Possivelmente, o mais famoso por ele desmascarado foi  Mina Crandon, também conhecido como "Margery"Houdini narrou suas façanhas de exposição em seu livro, A Magician Among the Spirits, em co-autoria com o C. M. Eddy, Jr. (sem créditos).

Essas atividades de Houdini custaram a amizade de Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes). Doyle, um firme crente no espiritismo, em seus últimos anos, recusou-se a acreditar em qualquer das denúncias de Houdini. Doyle chegou a acreditar que Houdini era um médium espírita poderoso, e tinha realizado muitas das suas façanhas por meio de habilidades paranormais e estava usando essas habilidades para bloquear aqueles que por outros meios poderiam "desbancá-lo" (ver Conan Doyle, The Edge of The Unknown , publicado em 1931). Esta discordância levou esses dois homens a se tornarem antagonistas públicos e fez com que Sir Arthur visse Houdini como um inimigo perigoso.


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Sunday, September 2, 2012

Há mais de um ano pesquiso sobre Lulu Hurst, a Maravilha da Georgia. Comprei livros da Amazon, e procurei em bibliotecas públicas americanas. Recentemente encontrei um excelente artigo no site Memorias Perdidas de la Tercera Madre. Aqui vai a tradução do artigo:

Georgia, 1883, a nação americana ficou encantada com uma jovem com poderes visivelmente incríveis.

Por muitos anos depois, ela e seus imitadores estavam entre os artistas de variedades mais populares e controversos na América e Europa. Lulu Hurst e Annie Abbott, começaram o que se tornaria uma tendência misteriosa.

Lulu Hurst, a primeira Maravilha da Geórgia, nasceu em 1869 em Polk County. Em setembro de 1883, ganhou atenção local, demonstrando misteriosas habilidades: cadeiras, bengalas, guarda-chuvas, e outros objetos e outros objetos, pareciam dominados por um poder invisível quando Hurst tocava-os levemente.

Em uma de suas manifestações, um voluntário, normalmente um homem corpulento, segurava uma bengala na horizontal com ambas as mãos. Quando Hurst colocava as mãos abertas sobre a bengala, o homem já não podia segurá-la firmemente.

Segurá-la se tornava tão difícil como "tentar manter um raio de luz", como um voluntário colocou. Em alguns casos, o próprio voluntário foi puxado por cerca de um misterioso poder e até mesmo jogado ao chão.

Com essas apresentações, e com a ajuda do diretor de teatro Sanford H. Cohen e do editor do jornal Henry Grady, ato de Hurst Vaudeville foi visto por toda a Geórgia e além.

Hurst e seus pais visitaram o Sul e o Nordeste em 1884, e o Oeste e Meio-Oeste em 1884-85. Até a conclusão de sua turnê no nordeste, incluindo shows de grande sucesso em Boston, Nova York e Washington, DC, Hurst, com apenas 15 anos, foi uma das mulheres mais famosas do país.

Em sua turnê no oeste, entretanto, o público cooperava com Hurst cada vez menos, como outras mulheres duplicando seu ato e observadores explicando suas façanhas. No outono de 1885, Hurst cancelou uma turnê pela Europa, retirou-se do palco, e retirou-se em silêncio.

Hurst se recusou a discutir a sua carreira ou seus poderes até 1897, quando ela publicou uma autobiografia best-seller que dava conta de uma seletiva de suas turnês e uma explicação de seus métodos.

Ela, então, retomou seu silêncio sobre seus anos de teatro e o manteve até a sua morte em 13 de maio de 1950.

Hurst obteve fama e ganhos substanciais que inspirou muitos imitadores, incluindo Mattie Lee Price de Bartow County e Mamie Simpson de Marietta, mas a mais bem sucedida era conhecido como "Annie Abbott, o pequeno ímã da Geórgia".

Annie Abbott nascida Dixie Annie Jarratt em 1861, se casou com Charles N. Haygood quando ela tinha 17 anos. O casal aparentemente testemunhou performances de Hurst em Milledgeville em 1884 e em fevereiro de 1885. Dixie Haygood realizo pela primeira vez a sua versão de ato de Hurst publicamente no início de março de 1885. Ela logo adotou o nome artístico de Annie Abbott.

Após a morte de seu marido em 1886, Abbott manteve ela e seus filhos gradualmente expandindo suas turnês para incluir cidades do norte. Em 1891, em uma temporada de sucesso em Nova York levou a apresentações em Londres, Inglaterra.

Ela foi um enorme sucesso lá, se apresentando no Alhambra Theatre mantendo a casa cheia durante seis semanas. Ela, então, viajou pela Europa e Rússia por quase dois anos, literalmente realizando, na velha frase teatral, "antes de todas as cabeças coroadas da Europa".

Seu sucesso foi em parte devido a sua criação de novos e notáveis efeitos, incluindo a aparente capacidade de resistir a ser levantado do chão pela força do sexo masculino e, assim, desafiar a Física (daí seu apelido, o "ímã da Georgia"). As performances de Abbott também foram mais impressionante do que Hurst, porque Abbott era uma mulher menor, uma pequena 43 quilos, e claramente incapaz de alcançar seus efeitos por peso ou força física.


Como Hurst, Abbott foi freqüentemente examinadas por médicos e outros, que geralmente confundiam suas explicações. Os jornais muitas vezes revelavam seus métodos (que, como Hurst, empregou o uso inteligente e experiente de alavancagem e centro de gravidade, juntamente com o poder da sugestão), mas Abbott continuou a se apresentar. Sua popularidade não diminuiu, talvez porque a controvérsia gerada pelas denúncias atraiam um público maior.

Ela foi imitado por muitos, alguns até mesmo usara seu nome artístico, tanto durante a sua vida, como depois, portanto, confundindo a história real de Abbott. Ela morreu em 21 de novembro de 1915, e está sepultado na Memory Hill Cemetery em Milledgeville.

A controvérsia seguiu essas maravilhas da Geórgia por décadas, em parte porque suas manifestações levantaram questões sobre tanto o paranormal e habilidades e papéis das mulheres, dois importantes debates culturais do final do século XIX.

O livro é a história completa documentada da vida de Milledgeville, Dixie Geórgia Haygood, que, como Annie Abbott, "o pequeno ímã da Geórgia", cativou o mundo e manteve perpexos os cientistas no final de 1800 e início de 1900 com o seu poder inexplicável.

Suas demonstrações de força tornaram-se conhecidas mundialmente como  "Ato de Annie Abbott". O mágico, Harry Houdini, descreveu sua performance de abertura no Teatro Alhambra como uma das três grandes sensações do London Vaudeville Stage.


Dixie Haygood (Annie Abbott), que pesava apenas 43 quilos, usou seu extraordinário poder para superar os homens mais fortes do mundo. Quando ela quis, homens fortes não podia levantá-la. Ela também poderia transferir seu poder para as crianças, que então eram incapazes de ser levantadas! Ela realizou estas e muitas outras proezas. Ela se apresentou antes de todas as cabeças coroadas da Europa, dando show envolvendo seu público e desconcertando os homens da ciência.

Pela primeira vez - a verdadeira história da criação do famoso "Ato de Annie Abbott" é revelada através de centenas de relatos de testemunhas e de seu próprio diário. É somente através de seu diário, álbum de autógrafos e um pesquisa pesada que sua verdadeira, e incomum, vida foi revelada.




Artigo original aqui.
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Lulu Hurst e Annie Abbott

Sunday, August 19, 2012

Tina Lenert - Mopman

Wednesday, August 15, 2012

Graham Jolley - Mentalista

Sunday, August 12, 2012

Lance Burton é um famoso ilusionista de palco que faz muito sucesso em Las Vegas. Ele é o atual detentor do "Mantle of Magic", um manto que é passado de um mágico a outro a cada geração. Só cinco mágicos receberam tal honra, e passaram a fazer parte da Real Dinastia da Mágica (The Royal Dinasty of Magic).

Abaixo, um famoso ato mágico de Lance Burton: Multiplying Bottles.


Lance Burton nasceu em Kentucky, nos EUA, dia 10 de março de 1960. Quando tinha cinco anos de idade, seus pais o levaram a uma festa de natal, na qual uma das atrações era um mágico chamado Harry Collins, muito conhecido na região. Durante a apresentação Lance foi chamado ao palco para ajudar em um do números de Collins. O mágico começou a retirar moedas da orelha do pequeno Lance Burton, que naquele momento decidiu ao que se dedicaria em sua vida.

Suas primeiras lições foram aprendidas de um livro de mágicas para crianças que ele havia ganho de seu vizinho. Rapidamente Lance aprendeu todos os truques do livro e começou a fazer exibições para seus amigos e vizinhos. Cedo também começou a cobrar por seus shows: 5 centavos de dólar por pessoa. Todo natal e aniversário Burton ganhava algum kit de mágica, o que fez com que ele cada vez se aprimorasse mais.

O mágico Harry Collins começou a ensinar outros princípios da mágica a ele, que eram mais improváveis de serem aprendidos em livros. Com 14 anos comprou seu primeiro traje de mágico. Em 1977 entrou em um concurso de mágicos amadores e ganhou o primeiro prêmio, e ao completar 20 anos recebeu a medalha de ouro, pela excelência, da International Brotherhood of Magicians.

Mudou-se para o estado da Califórnia, onde conheceu Bill e Milton Larsen, que gostaram de seus números e o promoveram por todo o território dos EUA. Sua grande oportunidade chegou quando foi convidado para se apresentar em um show de televisão de muita audiência na época, no qual sua performance foi de arrancar elogios do apresentador, e por ela recebeu um convite para se apresentar em Las Vegas. Sua apresentação em Las Vegas bateu recordes de bilheteria.

Fonte: Wikipedia.
Vídeo dica do meu amigo, Guilherme Ávila.

Lance Burton - Multiplying Bottles

Monday, August 6, 2012

Em um tempo em que elegância era tudo, Cardini (Richard Valentine Pitchford) levou esse conceito ao extremo. Ele foi um dos mágicos mais imitados da história.


Ele nasceu em 24 de novembro de 1895 na aldeia de Mumbles, no sul do País de Gales. Algumas fontes usam o ano incorrecto de 1899. Ele se juntou ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, onde ele passou o tempo nas trincheiras. Lá, ele aperfeiçoou sua capacidade de realizar manipulações com cartas, cuja sua habilidade vestindo luvas é famosa.

Depois de ser ferido em batalha, ele continuou a aprimorar suas habilidades mágicas em um hospital. Em Nova York, Cardini se tornou um sucesso quase imediato como o público (e mágicos) que nunca tinham visto tal ato. Cardini melhorou o seu desempenho através da incorporação de seus truques de mágica em uma paródia. Movimentação de mão, gestos, e o aparecimento e desaparecimento de objetos: foram todos cronometrados com precisão e exatamente coordenados com a música.

Ele se apresentou no The Palace, Radio City Music Hall, London Palladium, Copacabana e outras casas noturnas de destaque. Fez também uma performance para o para o Rei da Inglaterra em 1938. Ele se tornou presidente do Sindicato dos Mágicos em 1945 após a morte de Theodore Hardeen. Em 1957, com 62 anos de idade, ele apareceu em um dos poucos shows de mágica da televisão daquela época, the Festival of Magic. No filme da Disney "Branca de Neve" (1937) a seqüência do espelho, quando não encurtado, contém alguns minutos de manipulação de cartas de Cardini.


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Cardini

Saturday, August 4, 2012

René Lavand - História de um Jogador

Thursday, August 2, 2012


Aconteceu em 1956, nos jogos olímpicos da Austrália, em Melbourne.

Do início ao fim dos jogos, a União Soviética liderou o pódio de medalhas.

Total de medalhas da URSS: 98.
Total de medalhas dos USA: 74.

Fato interessante é que o time olímpico soviético levou 11 hipnotizadores para esta olimpíada!

Há algum tempo, existe um serviço comum nos EUA, que é a figura do preparador hipnólogo para esportistas.

Abaixo um hipnólogo muito bom, o KC Johnson. Comecei com ele a minha técnica de hipnose.



Mais vídeos deste tipo de preparação - aqui
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Hipnose para Esportistas

Tuesday, July 17, 2012

Dia 19 de junho tivemos no CBI (Círculo Brasileiro de Ilusionismo) uma deliciosa noite com a história viva - Bob Ricardo. Bob falou sobre a história de um dos maiores mágicos do mundo, que viveu maior parte de sua vida no Brasil, o Mágico Tihany.

Como sempre inovador, Bob fez sua palestra em formato de Quiz (que contou com premiação dos 3 primeiros colocados presentes na reunião do CBI - o primeiro deles, mais caro que uma anualidade da assoociação).

Tihany (cujo nome de batismo é Franz Czeisler) nasceu na Hungria. Entrou no picadeiro aos 12 anos como tratador de animais. Hoje, Embaixador Mundial do Circo, outorgado pela família real de Mônaco, Doutor Honoris Causa pela Universidad Mesoamericana de Puebla, no México, e presidente do júri do Internacional Circus Festival of Budapest, na Hungria.

Imigrou para o Uruguai. Em Montevidéu, no Carnaval de 1930, encontrou pela primeira vez um espetáculo que unia mágica, faquirismo e bichos: leões, tigres, crocodilos e jacarés. Era conduzido por um grande faquir calabrês chamado Blacaman. Só que o espetáculo não acontecia dentro de um circo, mas no Teatro Artigas, que na época completava cem anos de fundação. Então, ofereceu-se para trabalhar lá como ajudante.

Começou dando água e comida aos leões, e limpando as jaulas. Daquela função passou a ser assistente de mágico. Com ele, aprendeu a deitar no prego, bailar sobre o vidro, comer fogo, engolir espadas e a colocar a cabeça na boca do crocodilo. Do Uruguai, a trupe excursionou para França e em Paris trabalhou pela última vez com Blacaman. De lá, voltou para Hungria.

A experiência com Blacaman o fez se apaixonar pela mágica. De volta à sua casa, já com 18 anos, resolveu que viveria só de mágica. Conseguiu reunir cosigo um palhaço, uma malabarista, um acrobata e, juntos, passamos a percorrer a Hungria. Viajavam de povoado em povoado oferecendo o espetáculo. Na maioria deles, por serem lugares pequenos e muito pobres, não havia luz elétrica. Tinham que se apresentar com o auxílio de lâmpadas de petróleo.

Ao lado do faquir calabrês (Blacaman), Tihany se apresentava como Sangaruja.  Ao passar por uma pequena cidade húngara, às margens do Lago Balaton, simpatizei-me com o nome da cidade e resolveu adotá-lo. A partir daí seu nome artístico passou a ser Tihany, como hoje o conhecemos.

Casou com sua ajudante de palco, Ilona de 16 anos.


Chegou ao Brasil no dia 6 de maio de 1953 por Santos, ao lado de Ilona e Ludwig, seu filho, na época já com 14 anos, chegou  apenas com pequenos baús, que traziam roupas e seus apetrechos de mágica. Saiu em busca de trabalho e foi encontrá-lo no Rio de Janeiror com o Circo Garcia, no Palácio do Alumínio. Eles o contrataram como mágico e Tihany trabalhou quase um ano com os Garcia.

Em 1954, comprou um circo e está com ele até hoje.

Tihany é contra ou a favor dos animais sob as lonas? A favor, claro! Ele mesmo, em seu circo, chegou a ter 100 animais, entre elefantes, zebras, leões, tigres... "Para o espectador isso é bom. Por meio do meu circo, cidades distantes do Brasil tiveram a oportunidade de conhecer de perto animais que nunca imaginariam receber, como uma ave exótica ou um macaco. Só não sou a favor de maltratá-los."

Ao ir para os Las Vegas, EUA, considerada a metrópole dos grandes espetáculos, vendeu aqui no Brasil sua lona a um homem que estava querendo começar em circo: Beto Carrero.

Mas depois disso voltou ao Brasil inúmeras vezes. Mesmo viajando o mundo, sempre fez questão de levar a bandeira verde-amarela do País em nosso mastro. O circo era brasileiro, tinha começado aqui. O Tihany vinha do Brasil.

Ao ser perguntado sobre o segredo do seu sucesso? Tihany disse: "Não existe. Para chegar aonde cheguei, necessita-se de talento e força de vontade. Tem que ser dedicado. Precisa amar o circo."



Atualmente, o Circo Tihany está em Brasília, próximo ao Teatro Nacional


Post escrito com a colaboração do meu amigo, Marcelo Trevisan.

Para rever a apresentação do Bob Ricardo no aniversário do CBI - Aqui

Uma excelente entrevista com o Mágico Tihany - Aqui
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Tihany - Quiz por Bob Ricardo

Friday, May 4, 2012


Randall J. Brown era um mentalista americano da Era Vitoriana, e foi um dos primeiros mentalistas populares dos EUA. Nascido em Minneapolis, Minnesota, Brown era um artista de palco e um dos primeiros defensores da muscle reading (leitura muscular), às vezes chamado de "leitura da mente por contato" ou "Cumberlandism" Stuart Cumberland (embora o ato de Brown seja predecessor de Cumberland). O próprio termo "muscle readind"  foi cunhado por uma série de artigos sobre as habilidades de Brown.

Brown combinou elementos de jogos e sessões espiritualistas tradicionais (séances). Um dos atos que era sua marca registrada era instruir a platéia a escolher, enquanto ele estava fora da sala, um assassino, uma vítima e algo na sala para ser a arma do crime. Brown retornava, pegava um membro da platéia pelo pulso, e o fazia levar fisicamente aos 3 enigmas "lendo" a resistência muscular (ou falta dela) do membro da audiência enquanto conduzía-o pelo salão. Muito de seus atos consistiam em variações sobre encontrar coisas que ele não poderia saber a localização. Embora um especialista em leitura muscular, Brown descrevia seus truque para sua audiência como "leitura da mente".

Brown foi muito famoso na década de 1870, atraindo a atenção nacional americana com seus feitos. Ele foi descrito em um artigo como manter o povo americano "pela nuca, controlando a imprensa absolutamente, como um Napoleão ou um Czar". Entre as pessoas que viveram através do progresso e das maravilhas da Segunda Revolução Industrial, Brown ajudou a criar a impressão popular de que a telepatia era uma habilidade real que estava próxima do desenvolvimento.

Ele foi objecto de muitas investigações e jornalismo pela neurologista americano George M. Beard. Em 1874, Beard - irritado que as habilidades de Brown causavam tanta excitação e atenção na comunidade científica - testou e examinou as afirmações de Brown no New Haven music hall, e (corretamente) deduziu que as habilidades de Brown eram, de facto, devido à leitura muscular e não "transmissão de pensamento", como afirmava Brown. Beard também escreveu uma série de artigos jornalísticos sobre esse efeito, mas estes foram ignorados tanto pelo público popular como por seus pares científicos. Vários assistentes de palco de Brown (como Washington Irving Bishop) levaram o conhecimento que adquiriram trabalhando com Brown e construíram rentáveis carreiras solo com sua arte.
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J. Randall Brown - Mentalista da Era Vitoriana

Monday, April 30, 2012

Uma rápida história do Tarot

O Mágico

As cartas de jogar apareceram na Europa cristã por volta de 1367, data da primeira evidência documentada de sua existência — a proibição de seu uso, em Berna, na Suíça. Antes disso, as cartas foram usadas por muitas décadas no Al-Andalus islâmico. As primeiras fontes europeias descrevem um baralho com normalmente cinquenta e duas cartas, como o baralho moderno sem curingas. O tarô de setenta e oito cartas resultou da adição de vinte e um trunfos numerados mais um sem número (o curinga) à variante de cinquenta e seis cartas (quatorze cartas cada naipe).

A expansão do uso dos jogos de cartas na Europa pode ser estimada por volta de 1377, a partir de quando as cartas de tarô parecem ter-se desenvolvido por volta de quarenta anos depois, e são mencionadas no que sobreviveu do texto de Martiano da Tortona. Estima-se que o texto tenha sido escrito entre 1418 e 1425, uma vez que o pintor Michelino da Bezzoso retornou a Milão em 1418 e o autor faleceu em 1425.

Feliciano Bussi na sua historia de “Viterbo” refere o uso de baralho de cartas em 1379, vindo através dos sarracenos e ao qual se dá-se o nome de naib. Na Espanha, no ano de 1367, encontramos também esse tipo de cartas descritas com o nome de naipe. Pensa-se que a palavra naipe tenha surgido da palavra flamenga knaep, palavra esta derivada de papel.

A primeira grande publicidade acerca do uso divinatório do tarô veio de um ocultista francês chamado Alliette, sob o pseudônimo de "Etteilla" (seu nome ao contrário), que atuou como vidente e cartomante logo depois da Revolução Francesa. Etteilla desenhou o primeiro baralho esotérico, adicionando atributos astrológicos e motivos "egípcios" a várias cartas, elementos alterados do Tarô de Marselha, e incluíndo textos com significados divinatórios escritos nas cartas. Mais tarde Mademoiselle Marie-Anne Le Normand popularizou a divinação durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre Josefina de Beauharnais, primeira esposa do monarca. Contudo, ela não usava o tarô típico.

Desde então as cartas de tarô são associadas ao misticismo e à magia. O tarô não foi amplamente adotado pelos místicos, ocultistas e sociedades secretas até os séculos XVIII e XIX. A tradição começou em 1781, quando Antoine Court de Gébelin, um clérigo protestante suíço, e também maçom, publicou Le Mond Primitif, um estudo especulativo que incluía o simbolismo religioso e seus remanescentes no mundo moderno.

Antoine Court Gebelin, escreveu em 1781: “Pensa-se que toda a sabedoria antiga foi destruída quando a grande biblioteca de Alexandria foi queimada. Não foi, porém, assim. Há um livro, que foi passado de mão em mão, e, com ele, muitos segredo dos antigos. Está escrito em setenta e oito folhas, divididas em cinco secções.” ( T. Milénio; pág. 6 e 7 )

Gebelin estava sem dúvida a referir-se ao Tarot. Para Gebelin, as vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores representavam os líderes temporais e espirituais da sociedade egípcia antiga. As outras cinquenta e seis cartas eram divididas em quatro naipes, referentes às quatro classes da sociedade do Antigo Egipto. Tanto os reis como os militares ostentavam a espada (naipe de espadas), a taça simbolizava os sacerdotes, (naipe de copas), os paus eram o símbolo correspondente aos agricultores (naipe de paus) e as moedas representavam os comerciantes (naipes de ouros).

Gebelin primeiro afirmou que o simbolismo do Tarô de Marselha representava os mistérios de Ísis e Thoth. Gébelin também afirmava que o nome "tarot" viria das palavras egípcias tar, significando "rei, real", e ro, "estrada", e que por conseguinte o tarô representaria o "caminho real" para a sabedoria. Dizia o autor que os ciganos, que estavam entre os primeiros a usar o tarô para uso divinatório, eram descendentes dos antigos egípcios (daí a semelhança entre as palavras gypsy e Egypt, em inglês, mas isso na verdade é um estereótipo para qualquer tribo nômade), e introduziram as cartas na Europa. De Gébelin escreveu esse tratado antes de Jean-François Champollion ter decifrado os hieróglifos egípcios, ou de fato ter sido descoberta a Pedra de Roseta, e, mais tarde, os egiptólogos não encontraram nada que corroborasse a etimologia fantasiosa de Gébelin. Apesar disso, a identificação do tarô com o "Livro de Thoth" já estava firmemente estabelecidas na prática ocultista e segue como uma lenda lenda urbana até os dias de hoje.

No entanto, as cartas de Tarot também poderão ter sido trazidas pelos Cruzados, no regresso da Terra Santa no século XIV. Há quem defenda a teoria de que foram os próprios templários a inventar as cartas do Tarot, uma ordem de cavalaria guerreira e asséptica formada por Cruzados por volta do ano de 1118, sob a chefia de Hugh de Payen.

A concepção de que as cartas são um código místico foi mais profundamente desenvolvido por Eliphas Lévi (1810-1875) e foi difundida para o mundo pela Ordem Hermética da Aurora Dourada. Lévi, e não Etteilla, é considerado por alguns o verdadeiro fundador das modernas escolas de Tarô. Sua publicação Dogme et Rituel de la Houte Magie ("Dogma e Ritual da Alta Magia"), de 1854, introduziu uma interpretação das cartas que as relacionava com a Cabala Hermética. Enquanto aceitava a origem egípcia do tarô proposta por Court de Gébelin, o autor rejeitava as inovações de Etteilla e seu baralho alterado, e por sua vez delineava um sistema que relacionava o tarô, especialmente o Tarô de Marselha, à Cabala Hermética e aos quatro elementos da alquimia.

Papus, ocultista e médico francês, a sabedoria da antiga Índia e Egito tinha a síntese do Tarô. Foi fundador da Ordem Maçônica dos Martinista, escreveu o livro “O Tarô dos boêmios” e fez um baralho com inspiração egípcia e correspondendo com as letras hebraicas.

O tarô divinatório era cada vez mais popular no Novo Mundo a partir de 1910, com a publicação do Tarô de Rider-Waite (elaborado e executado por dois membros da Aurora Dourada), que substituía a tradicional simplicidade das cartas numeradas de naipe por cenas simbólicas. Este baralho também obscureceu as alegorias cristãs do Tarô de Marselha e dos baralhos de Eliphas Lévi mudando alguns atributos (por exemplo trazendo "O Hierofante" no lugar de "O Papa", e "A Alta Sacerdotisa" no lugar de "A Papisa"). O Tarô Rider-Waite ainda é muito popular no mundo anglófono (de língua inglesa).

Desde então, um número enorme de baralhos diferentes tem sido criado — alguns tradicionais, outros vastamente diferentes. O uso divinatório do tarô, ou como um compêndio simbológico, inspirou a criação de inúmeros baralhos oraculares. São baralhos para inspiração ou divinação contendo imagens de anjos, fadas, deuses, forças da natureza etc. Embora obviamente influenciados pelo tarô, eles não seguem sua estrutura tradicional: algumas vezes omitem ou trocam alguns dos naipes, outras vezes alteram significativamente o número e a natureza dos arcanos maiores.
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A Origem do Tarot

Sunday, April 22, 2012

Daniel Dunglas Home (1833-1886) foi um espiritualista escocês, famoso por seus alegados poderes como médium e por sua relatada habilidade de levitar em várias alturas, esticar-se e manipular fogo e carvões em brasa sem se machucar. Ele conduziu centenas de sessões durante um período de 35 anos — às quais compareceram muitos dos mais conhecidos nomes da Era vitoriana.

Harry Houdini descreveu Home como "Um dos mais notáveis e louvados do seu tipo e geração" (o cético Houdini talvez tenha sido o maior expositor de fraudes de todos os tempos, sendo comparado apenas por Jamis Randi). Já  Robert Browning escreveu: "Porcaria de médium".  Sir Arthur Conan Doyle, que diz ter testemunhado a mediunidade de Home, detalhou os quatro tipos de mediunidade que Home possuia (ele acreditava que seu amigo Harry Houdini tinha realmente poderes mágicos, e escreveu um livro chamado "A Vinda das Fadas", em que atestava a autenticidade fotografias de Yorkshire... mas isso é outro post). Home tinha como arqui-inimigo John Henry (o primeiro mágico a tirar um coelho da cartola). Seu padrinho de casamento não era ninguém menos que Alexandre Dumas.

Home se envolveu em diversas situações controversas em sua vida pessoal e como médium, como tendo seduzido uma viúva de 75 anos, a Sra. Lyon, a o adotar e dar a ele dinheiro. Por isso foi preso e condenado pela justiça a devolver parte da soma que havia recebido.

Houve muitas especulações, e o relato de uma testemunha ocular, F. Merrifield, no Journal of Psychical Research, onde descreveram métodos de mágicos e fraude que Home pode ter empregado.


Um review do livro da primeira foto: The First Psychic.

Leia mais em An Encyclopedia of Claims, Frauds, and Hoaxes of the Occult and Supernatural da Jamis Randi Foundation: Home, Daniel Dunglas.
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D. D. Home - O Primeiro Paranormal

Tuesday, March 27, 2012


Foto acima: Padrão Bongoût cartas para jogar, com cenas especiais do Brasil nos Ases, feitas pela A. Van Genechten, Belgium, 1870. Litografia em estampilha colorida.

A impressão no Brasil era controlada pelo Governo Português, embora algumas impressões não autorizadas acontecessem. A produção de cartas de baralho no Brasil foi oficialmente sancionada quando um alvará régio (carta ou documento que concede certos direitos e privilégios) de 08 de agosto de 1770 deu "privilégios e isenções fiscais para as pessoas ocupadas em fazer cartas de baralho" na Bahia. Um decreto real em 1808, estabelecia no Brasil, a Real Fábrica de Cartas de Jogar como parte da Impressão Real, em um arranjo similar ao de Lisboa, para a impressão de cartas de jogar.

O monopólio veio à tona quando uma clandestina fábrica de cartas para jogar foi descoberta na Bahia, e seus maquinários e utensílios foram confiscados pela Fábrica de Cartas em 1815. Além disso, o contrabando de cartas de jogar foi denunciado na Bahia em 1817. Em 1818, a Real Fábrica de Cartas de Jogar foi arrendado por Jayme Mendes de Vasconcelos & Cia. Ltda. mas o contrato foi cancelado em 1823 devido à falta de pagamento do aluguel. O monopólio para o comércio de cartas para jogos foi abolido no ano seguinte. Nenhum baralho tipo espanhol da Fábrica Real sobreviveu. Em 1824, Angelo Bissum, Manuel Luiz da Costa e Antonio José Polycarpo ganharam a permissão para abrir a sua própria fábrica de baralhos.

Um anúncio de jornal de 1826 dizia: "Carta portuguesas feitas na França tem o mesmo preço que as feitas no Rio de Janeiro". Várias gráficas e fábricas de baralhos estrangeiros eram conhecidas por terem se instalado no Brasil durante o século 19. Azevedo ("Fábrica Caxias") e Lafayette eram fabricantes de cigarros no Recife, na virada do século. Eles tinham uma prensa litográfica para imprimir etiquetas de cigarros e também usaram suas máquinas para fazer baralhos por décadas. Foi provavelmente por causa do fim da Real Fábrica de Cartas de Jogar que os fabricantes belgas e alemães praticamente assumiram os mercados brasileiro e português, e isso também fez com que trouxesse fim ao padrão Português em favor dos modelos Espanhol, Alemão e Inglês.

Durante o século 19 houve uma moda de jogar cartas com cenas exóticas sobre os quatro ases. O fabricante alemão C.L. Wüst produziu um elegante baralho com cenas exóticas do Brasil nos Ases. Muitos outros foram produzidos por fabricantes belgas e comercializado como "Cartes Portugaises OU Brésiliennes".

Fonte
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Cartas para Jogar no Brasil

Thursday, January 5, 2012


De autoria de Reginald Scot (c. 1538-1599), um juiz de paz em Kent, Inglaterra. O livro Discoverie of Witchcraft foi publicado pela primeira vez em Londres, em 1584. Foi provavelmente o primeiro livro de mágica escrito em lingua inglesa. 

Em 1500 a caça às bruxas varriam a Europa continental e a Escócia, e logo submergindo na Inglaterra após a coroação do fanático Rei James I, em 1603.

O trabalho de Scot foi concebido como um argumento cético acerca da existência de bruxas, e também como uma reação e um protesto contra a crescente onda de perseguição de inocentes por um clero supersticioso. Scot acreditava que o julgamento dos acusados de bruxaria era irracional e anti-cristão, e ele afirmava ser a Igreja Romana responsável. Todas as cópias obtidas eram queimadas sob a ordem de James I.

O livro é uma exposição sobre a bruxaria medieval. Ele contém uma pequena seção, escrito na intenção de mostrar como o público era enganado por charlatões. O livro se tornou a base para muitos dos livros sobre truques de mágica que apareceram ao longo dos séculos seguintes.

O Discoverie of Witchcraft foi escrito no século 16 no Inglês Elizabethano, e é preenchido com ortografia arcaica e fraseado, juntamente com expressões obsoletas comum naqueles tempos. As primeiras peças de Shakespeare surgiram seis anos após a publicação do trabalho de Scot, e o Inglês é semelhante.

É um estudo meticulosamente bem pesquisado sobre a prática de feitiçaria, que também toca em astrologia, a alquimia, a adivinhação, e muito mais. O texto apresenta evidências lógicas das bruxas como auto-enganos ou fraude.

O trabalho completo, abrangendo temas como: encantos; os nomes dos demônios, anjos e outras "palavras de poder"; feitiços, rituais, sabbats; magias bíblicas e egípcias, e mais, foi pesquisado com integridade acadêmica de modo que o Discoverie continua a ser uma muito citada fonte primária para os interessados ​​nas ciências ocultas, de crentes ou não.

Nas seções do livro que trata de prestidigitação, Scot foi guiado por  por John Cautares, um artista do século 16 de prestidigitação francês que ganhava a vida como operário e residia em Londres. As seções dedicadas a truques de mágica contêm muitos efeitos ainda vistos hoje, mas inclui muito pouca instrução sobre o manuseio dos sleights (movimentos de mão).

Os capítulos foram escritos com muito respeito a arte da prestidigitação. Scot enfatiza que ele considera um entretenimento, e deveria ser considerado como um desenvolvimento da sociedade e seus cidadãos, e não o trabalho do demônio ou seus aliados.


Artigo baseado neste site.
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The Discoverie of Witchcraft

Saturday, August 13, 2011

Jasper Maskelyne entrou para a Engenharia Real Britânica assim que a Segunda Guerra Mundial começou. Ele imaginava que suas habilidades poderiam ser usadas na camuflagem. Ele convenceu os oficiais criando a ilusão de um navio de guerra alemão sobre o Tâmisa usando espelhos e um modelo.

Em janeiro de 1941, o General Archibald Wavell criou uma força-tarefa para subterfúgios e contra-espionagem. Maskelyne foi designado para servir nela e reuniu um grupo de 14 assistentes, incluindo um arquiteto, restaurador de arte, carpinteiro, químico, engenheiro elétrico, eletricista, pintor, e um construtor de cenários. Foi apelidada de "A Gangue Mágica" (The Magic Gang).

A Gangue Mágica construiu uma série de ilusões. Eles usaram telas pintadas e madeira compensada para fazer jipes parecerem tanques - e tanques parecerem caminhões. Eles criaram ilusões de exércitos e navios de guerra.
Sua maior ilusão era para esconder Alexandria e o desorientar os bombardeiros alemães contra o Canal de Suez . Ele construiu uma maquete com as luzes da noite de Alexandria em um compartimento de três quilômetros de distância com prédios, farois, e baterias anti-aéreas falsos. Para mascarar o Canal de Suez, ele construiu um cone de espelhos rotativos que criou uma disco em espiral de luzes com nove milhas de largura, destinado a desorientar os pilotos inimigos para que suas bombas caíssem fora do alvo.

Em 1942 ele trabalhou na Operação Bertram, antes da batalha de El Alamein. Sua tarefa era fazer Marechal alemão Erwin Rommel achar que os ataque estavam vindo do sul, quando o general britânico Bernard Montgomery planejou o ataque a partir do norte. No Norte, 1.000 tanques estavam disfarçados de caminhões. No sul, o Gangue Mágica criou 2.000 tanques falsos com uma convincente pirotecnia. Havia uma linha ferroviária falsa, conversas de rádio falsas, e falsos sons de construção. Eles também construíram um canal de água falso e fez parecer como se nunca estivesse pronto antes do ataque.
O Gangue Mágica foi dissolvida após a batalha e, embora Winston Churchill tenha elogiado seus esforços, Maskelyne não recebeu a valorização que desejava. Maskelyne tentou retomar sua carreira no palco depois da guerra, sem muito sucesso. Ele também publicou um livro sobre suas façanhas, Magic: Top Secret, em 1949. Em 2002 The Guardian disse: "Maskelyne não recebeu o reconhecimento oficial, para um homem vaidoso isso era intolerável, e ele morreu um bêbado amargurado. Ele dá a sua história uma pungência sem a qual seria um mero bater no peito...".

Para assistir ao programa The War Illusionist da History Channel no Youtube:

Jasper Maskelyne

Wednesday, August 3, 2011

E se você acredita... eu tenho uma ponte e eu gostaria de vendê-la ...

Esta é uma frase embutida na cultura americana, e refere-se, naturalmente, para vender a algum idiota a Ponte do Brooklyn. Tudo isso vem de um homem: George Parker (1870-1936).


Na verdade, ele era tão bom em vender marcos públicos, que ele vendia a ponte de Brooklyn duas vezes por semana,  POR ANOS. Parker convencia empresários de que a cidade precisava de dinheiro e que precisava vender alguns ativos (hoje em dia pode-se usar o termo “vigarista” em nome de "privatização") e uma pessoa que possuísse a ponte poderia fazer uma fortuna cobrando um pedágio para os motoristas que queriam atravessá-la. A polícia rotineiramente tinha de vir e parar a rodada de "novos proprietários" que estavam montando cabines de pedágio.

Ele poderia alugar escritórios mobiliados impressionantemente cheio de funcionários que trabalham duro (outros vigaristas). Para impressionar e convencer sobre sua licença, mudava de escritórios regularmente. Ele forjava documentos falsos impecáveis, oferecendo prova de ser dono de várias propriedades.

Um método de ganhar credibilidade era simplesmente ficar andando à toa pela ponte por horas, casualmente puxando conversas. Ele poderia mencionar que estava planejando fazer uma cabine de pedágio, e oferecia a licença para coletar pedágios. Mais tarde, iria confessar que sendo um engenheiro, ele não era tão experiente neste aspecto do negócio. De fato, ele tinha outras pontes para construir e queria sair da coisa toda. Outras vezes, ele seria um funcionário do governo. A licença poderia ser transferida para as suas mãos e... boom.

Às vezes, se a licença não poderia ser paga pelo preço inteiro, Parker fazia um "empréstimo" de uma parte do dinheiro necessário para comprar a ponte. Ele tentou o primeiro golpe quando tinha apenas 20 anos: convenceu um turista a vir a Nova York para comprar a ponte. O golpe funcionou e ele fugiu por 45 anos.

Ele vendeu Madison Square Garden inúmeras vezes, o Metropolitan Museum of Art, a Estátua da Liberdade, se pôs como neto do general Grant para vender o tomo de Grant.

Seu sucesso foi lendário. No entanto, todas as coisas boas chegaram ao fim, finalmente em 1928 ele foi preso e condenado a pena de prisão perpétua, que cumpriu nos seus 8 anos seguintes de vida. Ele foi extremamente popular na prisão, tanto entre os outros detentos como com os guardas, que se deliciavam com suas façanhas.

Fonte: The SteamPunk Opera

Vigaristas do velhos tempos: George Parker

Tuesday, August 2, 2011

(Hieronymus Bosch: The Conjurer, 1475-1480)

Por Carlos Steiner (curso de mágica clássica):

"A mágica é uma das artes mais antigas, os historiadores datam sua existência desde os primórdios da civilização. Quem demonstrasse ter mais poderes mágicos teria o domínio sobre os demais.

Na era Medieval todo rei tinha um mago e esses magos eram conhecedores da arte da mágica que passavam sigilosamente aos seus aprendizes. Os aprendizes eram selecionados dentre aqueles que tivessem maior capacidade de guardar segredo, especialmente o maior de todos: tudo é truque.

A mágica só tomou espaço nas casas de espetáculos no século XIX com o francês Robert Houdin, entretanto só veio a ser mundialmente difundida com o húngaro Houdini, mestre dos escapes.

Atualmente houve uma reformulação na mágica onde o entrosamento entre o artista e a platéia é fundamental.

Na década de 70 surge um mágico que usava Jeans e camiseta, chamado Doug Henning. Apesar de não ser um nome mundialmente conhecido alcançou muito sucesso no Canadá e nos Estados Unidos, na Broadway, foi protagonista de grandes marcas de bilheteria. Como Robert Houdin, Henning aproximou a mágica da realidade. Seu show fazia sucesso mesmo sem ser 100% polido e com um elenco amador.

Nascido no dia 16 de setembro de 1956, em New Jersey, David Seth Kotkin, David Copperfield foi o responsável por divulgar a arte mágica pelo mundo. Com seu profissionalismo, Copperfield, poliu seu show e, como seu precursor (Henning), aproximou a mágica da platéia. Sexto artista mais bem pago do mundo, recordista da Broadway, tornou a mágica um grande e lucrativo negócio."

Breve Resumo da História da Mágica

Sunday, July 17, 2011

O espiritualismo moderno começou nos Estados Unidos em meados do séc. XIX. Especificamente, ele surgiu no oeste do estado de Nova York, em uma região conhecida por historiadores sociais pelo seu fervor religioso, que fez dele um terreno fértil para muitas seitas religiosas. Os historiadores sociais se referem a ele como "distrito infectado" ou o "distrito mais que queimado". O espiritualismo nasceu no fértil fervor religioso de  imigrantes swedenborgs, mesmeristas e outras religiões: um clima receptivo às idéias espiritualistas.

Grandes religiões prometeram vida eterna, mas em uma era de uma ciência emergindo com exigências de provas físicas verificáveis; muitos religiosos desejavam evidências tangíveis dos clamores da religião, particularmente dos clamores de uma vida após a morte.

Tal evidência aparente surgiu em Hydesville, Nova York, em 1848, eu uma casa modesta que tinha uma reputação de ser assombrada. Ali ocorreu o evento que lançou o movimento conhecido como "espiritualismo moderno", para distingui-lo de antigas crenças históricas sobre a vida após a morte.

A casa dos Fox, de um antigo cartão postal da época:

A família tinha 3 filhas adolescentes que afirmavam ouvir ruídos estranhos de estalos à noite. As meninas pensaram que um fantasma poderia estar produzindo os ruídos, então elas tentaram responder batendo palmas. Elas logo desenvolveram um código para se comunicar com o fantasma de um mascate, que há muito tempo tinha visitado a casa e tinha sido assassinado lá. Um esqueleto encontrado mais tarde no porão parecia confirmar isso. Naturalmente, isso atraiu muita atenção para o local.

As irmãs Fox:

As irmãs Fox se tornaram celebridades instantâneas. Elas demonstraram a sua comunicação com o espírito usando batidas, escrita automática e mais tarde a comunicação de voz, quando o espírito tomou o controle de uma das meninas.

Logo outros, agora conhecidos como médiuns, imitando o modo, começaram a se comunicar com os mortos, cobrando por seus serviços ou aceitando doações. Sessões foram conduzidas em salas escuras ou semi-escuras com os participantes sentados ao redor de uma mesa. Às vezes, a mesa era balançada ou inclinada, os participantes (sentados) podiam sentir uma brisa fria em ser rostos, flores frescas (mesmo fora de época) se materializavam do nada em cima da mesa. Instrumentos musicais tocavam misteriosamente. O médium, algumas vezes, sobre o controle do espírito, falava retransmitindo mensagens de um morto querido. Outros métodos de comunicação espiritual incluíam a escrita em recipientes lacrados e imagens que apareciam gradualmente em telas que estavam previamente em branco.

Céticos suspeitavam de que isso nada mais era que engano e fraude. No entanto, a crença na capacidade de se comunicar com os mortos cresceu rapidamente, tornando-se uma religião organizada chamada Espiritualismo. O Espiritualismo floresceu até o século 20, e ainda existe nos dias de hoje.

Suspeitas de que os fenômenos das sessões espiritualistas eram fraudulentas foram reforçadas quando Margaret Fox confessou a fraude. Em 21 de outubro de 1888, Margaret apareceu diante de uma platéia de 2.000 pessoas para demonstrar como ela tinha, fraudulentamente, produzido as batidas do "espírito". Havia uma pequena pinha em forma de plataforma há seis centímetros acima do chão, Margaret produziu estalos audíveis em todo o teatro dobrando a junta dos pés! Doutores da audiência subiram ao palco para verificar a fonte do som.

Margaret confessou que ela e sua irmã usaram esse e outros métodos para produzir as batidas. Às vezes, elas usavam uma maçã em um fio, arrastando-a no chão atrás dos móveis. Sua confissão mostrou que todo o movimento espiritualista foi fundada em eventos fraudulentos.

As revelações de Margaret indignaram os espiritualistas. Eles simplesmente se recusaram a aceitar a validade de sua confissão. Henry J. Newton, presidente da The First Spiritual Society of New York, disse:

"A idéia de afirmar que 'batidas', não vistas, podem ser produzidas com as articulações dos pés! Se ela diz isso, mesmo em relação a suas próprias manifestações, ela está mentindo! Eu e muitos outros homens, da verdade e da posição, testemunhamos por nós mesmos e por nossas irmãs, circunstâncias em que era absolutamente impossível ser a menor fraude."

Margaret escreveu uma história assinada, que foi publicada no The New York World em  21 de outubro de 1888. Ela disse:

"O espiritualismo é uma fraude e um engano. É um ramo da prestidigitação, mas tem que ser estudado minuciosamente para alcançar a perfeição."




Texto traduzido do pesquisador Donald Simanek. Livro: "Science Askew"

O início das sessões espirituais

Saturday, July 16, 2011

Em 1953, o mágico John Mulholland, um dos mais famosos do seu tempo, foi convidado para produzir manuais para a CIA para que seus agentes pudessem repassar documentos com a máxima descrição, esconder pequenos objetos e ainda conseguir provas. Durante anos estes truques de espionagem foram largamente utilizados pela CIA.

Tratava-se de parte de um projeto supersecreto da CIA. Para manter a confidencialidade, nas correspondências com o mágico eram utilizados peudônimos, empresas de fachada e caixas postais anônimas. Mulholland produziu 2 manuais: "Algumas aplicações operacionais na arte da fraude" e "Sinais de reconhecimento".


Trabalhou também na "aplicação das técnicas da mágica em operações clandestinas, incluindo remessa furtiva da materiais; movimentos enganosos e ações para encobrir atividades normalmente proibidas, para influir nas escolhas e percepções de outras pessoas; diversas formas de disfarce; sistemas secretos de sinalização etc."

Em 2007 a agência americana permitiu a divulgação dessas informações. Em 2010, Robert Wallace, um agente aposentado da CIA, e atualmente pesquisador de história da inteligência americana, escreveu em coautoria o livro: "CIA - Manual oficial de truques e espionagem".

John Mulholland

Thursday, July 14, 2011

Em 1856 o Francês Robert-Houdin, o maior mágico de sua época, foi convidado por Luís Napoleão a cumprir uma missão por seu país: persuadir os líderes muçulmanos na Argélia e seu povo de que a França possui sacerdotes dotados de poderes miraculosos. 

Um grupo muçulmano chamado de Maraboutes incitavam uma revolta com as tribos locais. Realizavam pequenos truques de mágica com o intuito de convencer de que tinham poderes místicos vindos de Deus, e com isso conclamavam uma guerra-santa contra o novo colonizador. Para preservar a ordem local, e permitir o tempo para organização das tropas francesas, Robert-Houdin aceitou ir para a Argélia para mostrar que os maraboutes não eram páreo aos "feiticeiros" da França. 

Robert-Houdin, em sua apresentação para os chefes tribais, produziu balas de canhão e fez aparecer moedas de suas mãos. Convidou um chefe a tentar levantar uma caixa que, na frente de todos, tinha sido antes facilmente transportada. Na mesma ocasião fez um nativo desaparecer. Desafiado a um duelo a ser realizado com pistolas dos próprios Maraboutes, Robert-Houdin solicitou que o desafio fosse realizado no dia seguinte às 8 horas da manhã, pois precisaria orar durante 6 horas. Uma vez o mágico francês tendo se auto-proclamado como invencível, o nativo tinha o direito ao primeiro disparo.

Ele não orou. Passou horas se preparando. O maraboute levou as pistolas e as balas, e ofereceu a Robert-Houdin que escolhesse as balas que havia trazido. O desafiante carregou as armas. O Francês andou 15 passos e voltou-se para o adversário sem um traço de emoção em seu rosto. A pistola do maraboute disparou e Robert-Houdin sorriu. Ele havia pego a bala com os dentes.

Convencidos de que os poderes mágicos franceses estavam acima dos poderes locais, a rebelião cessou. Em 1957 as tropas francesas dominaram as tribos locais e consumaram a conquista da Argélia.

Robert-Houdin