Sunday, July 17, 2011

O espiritualismo moderno começou nos Estados Unidos em meados do séc. XIX. Especificamente, ele surgiu no oeste do estado de Nova York, em uma região conhecida por historiadores sociais pelo seu fervor religioso, que fez dele um terreno fértil para muitas seitas religiosas. Os historiadores sociais se referem a ele como "distrito infectado" ou o "distrito mais que queimado". O espiritualismo nasceu no fértil fervor religioso de  imigrantes swedenborgs, mesmeristas e outras religiões: um clima receptivo às idéias espiritualistas.

Grandes religiões prometeram vida eterna, mas em uma era de uma ciência emergindo com exigências de provas físicas verificáveis; muitos religiosos desejavam evidências tangíveis dos clamores da religião, particularmente dos clamores de uma vida após a morte.

Tal evidência aparente surgiu em Hydesville, Nova York, em 1848, eu uma casa modesta que tinha uma reputação de ser assombrada. Ali ocorreu o evento que lançou o movimento conhecido como "espiritualismo moderno", para distingui-lo de antigas crenças históricas sobre a vida após a morte.

A casa dos Fox, de um antigo cartão postal da época:

A família tinha 3 filhas adolescentes que afirmavam ouvir ruídos estranhos de estalos à noite. As meninas pensaram que um fantasma poderia estar produzindo os ruídos, então elas tentaram responder batendo palmas. Elas logo desenvolveram um código para se comunicar com o fantasma de um mascate, que há muito tempo tinha visitado a casa e tinha sido assassinado lá. Um esqueleto encontrado mais tarde no porão parecia confirmar isso. Naturalmente, isso atraiu muita atenção para o local.

As irmãs Fox:

As irmãs Fox se tornaram celebridades instantâneas. Elas demonstraram a sua comunicação com o espírito usando batidas, escrita automática e mais tarde a comunicação de voz, quando o espírito tomou o controle de uma das meninas.

Logo outros, agora conhecidos como médiuns, imitando o modo, começaram a se comunicar com os mortos, cobrando por seus serviços ou aceitando doações. Sessões foram conduzidas em salas escuras ou semi-escuras com os participantes sentados ao redor de uma mesa. Às vezes, a mesa era balançada ou inclinada, os participantes (sentados) podiam sentir uma brisa fria em ser rostos, flores frescas (mesmo fora de época) se materializavam do nada em cima da mesa. Instrumentos musicais tocavam misteriosamente. O médium, algumas vezes, sobre o controle do espírito, falava retransmitindo mensagens de um morto querido. Outros métodos de comunicação espiritual incluíam a escrita em recipientes lacrados e imagens que apareciam gradualmente em telas que estavam previamente em branco.

Céticos suspeitavam de que isso nada mais era que engano e fraude. No entanto, a crença na capacidade de se comunicar com os mortos cresceu rapidamente, tornando-se uma religião organizada chamada Espiritualismo. O Espiritualismo floresceu até o século 20, e ainda existe nos dias de hoje.

Suspeitas de que os fenômenos das sessões espiritualistas eram fraudulentas foram reforçadas quando Margaret Fox confessou a fraude. Em 21 de outubro de 1888, Margaret apareceu diante de uma platéia de 2.000 pessoas para demonstrar como ela tinha, fraudulentamente, produzido as batidas do "espírito". Havia uma pequena pinha em forma de plataforma há seis centímetros acima do chão, Margaret produziu estalos audíveis em todo o teatro dobrando a junta dos pés! Doutores da audiência subiram ao palco para verificar a fonte do som.

Margaret confessou que ela e sua irmã usaram esse e outros métodos para produzir as batidas. Às vezes, elas usavam uma maçã em um fio, arrastando-a no chão atrás dos móveis. Sua confissão mostrou que todo o movimento espiritualista foi fundada em eventos fraudulentos.

As revelações de Margaret indignaram os espiritualistas. Eles simplesmente se recusaram a aceitar a validade de sua confissão. Henry J. Newton, presidente da The First Spiritual Society of New York, disse:

"A idéia de afirmar que 'batidas', não vistas, podem ser produzidas com as articulações dos pés! Se ela diz isso, mesmo em relação a suas próprias manifestações, ela está mentindo! Eu e muitos outros homens, da verdade e da posição, testemunhamos por nós mesmos e por nossas irmãs, circunstâncias em que era absolutamente impossível ser a menor fraude."

Margaret escreveu uma história assinada, que foi publicada no The New York World em  21 de outubro de 1888. Ela disse:

"O espiritualismo é uma fraude e um engano. É um ramo da prestidigitação, mas tem que ser estudado minuciosamente para alcançar a perfeição."




Texto traduzido do pesquisador Donald Simanek. Livro: "Science Askew"

O início das sessões espirituais

Saturday, July 16, 2011

Em 1953, o mágico John Mulholland, um dos mais famosos do seu tempo, foi convidado para produzir manuais para a CIA para que seus agentes pudessem repassar documentos com a máxima descrição, esconder pequenos objetos e ainda conseguir provas. Durante anos estes truques de espionagem foram largamente utilizados pela CIA.

Tratava-se de parte de um projeto supersecreto da CIA. Para manter a confidencialidade, nas correspondências com o mágico eram utilizados peudônimos, empresas de fachada e caixas postais anônimas. Mulholland produziu 2 manuais: "Algumas aplicações operacionais na arte da fraude" e "Sinais de reconhecimento".


Trabalhou também na "aplicação das técnicas da mágica em operações clandestinas, incluindo remessa furtiva da materiais; movimentos enganosos e ações para encobrir atividades normalmente proibidas, para influir nas escolhas e percepções de outras pessoas; diversas formas de disfarce; sistemas secretos de sinalização etc."

Em 2007 a agência americana permitiu a divulgação dessas informações. Em 2010, Robert Wallace, um agente aposentado da CIA, e atualmente pesquisador de história da inteligência americana, escreveu em coautoria o livro: "CIA - Manual oficial de truques e espionagem".

John Mulholland

Thursday, July 14, 2011

Galeria de Fotos

O que são as micro-expressões? 

Cada vez que uma pessoa mente ou tenta ocultar as suas emoções produzem-se pequenos movimentos involuntários nos músculos faciais que podem deixar a descoberto a mentira. Estes pequenos movimentos, conhecessem-se como micro-expressões.

Existem sete tipos de micro-expressões universais: alegria, desprezo, espanto, medo, nojo, raiva e tristeza.

Estes gestos são pequenas traições do nosso corpo que revelam os nossos sentimentos ocultos e estão sempre presentes, por mais que os tentemos reprimir. Estas alterações tão sutís do rosto aparecem antes que a pessoa comece a comportar-se de um modo racional.

Apesar disto, nem sempre é fácil de detectar, pois estes são gestos que aparecem e desaparecem numa fracção de segundo e que apenas conseguem ser detectados por pessoas que tenham boa capacidade de observação ou um olho clínico treinado. Para além disto, mesmo que as expressões sejam detectadas, estas apenas nos permitirão saber que a pessoa está a mentir e não sobre o quê e a razão. Por exemplo, não é possível saber se um mentiroso está a ocultar algo voluntariamente ou se está a reprimir um sentimento ou emoção de forma inconsciente sem sequer dar por isso. 

*Por Paul Ekman: Um dos maiores peritos mundiais da área dos micromovimentos faciais e de detecção de mentiras.
Autor devários livros, incluindo o publicado no Brasil: "A linguagem das Emoções"(Recomendo). Texto retirado do site da série
Lie To Me, em que Paul Ekman é o consultor técnico.


MICRO-EXPRESSÕES*

Em 1856 o Francês Robert-Houdin, o maior mágico de sua época, foi convidado por Luís Napoleão a cumprir uma missão por seu país: persuadir os líderes muçulmanos na Argélia e seu povo de que a França possui sacerdotes dotados de poderes miraculosos. 

Um grupo muçulmano chamado de Maraboutes incitavam uma revolta com as tribos locais. Realizavam pequenos truques de mágica com o intuito de convencer de que tinham poderes místicos vindos de Deus, e com isso conclamavam uma guerra-santa contra o novo colonizador. Para preservar a ordem local, e permitir o tempo para organização das tropas francesas, Robert-Houdin aceitou ir para a Argélia para mostrar que os maraboutes não eram páreo aos "feiticeiros" da França. 

Robert-Houdin, em sua apresentação para os chefes tribais, produziu balas de canhão e fez aparecer moedas de suas mãos. Convidou um chefe a tentar levantar uma caixa que, na frente de todos, tinha sido antes facilmente transportada. Na mesma ocasião fez um nativo desaparecer. Desafiado a um duelo a ser realizado com pistolas dos próprios Maraboutes, Robert-Houdin solicitou que o desafio fosse realizado no dia seguinte às 8 horas da manhã, pois precisaria orar durante 6 horas. Uma vez o mágico francês tendo se auto-proclamado como invencível, o nativo tinha o direito ao primeiro disparo.

Ele não orou. Passou horas se preparando. O maraboute levou as pistolas e as balas, e ofereceu a Robert-Houdin que escolhesse as balas que havia trazido. O desafiante carregou as armas. O Francês andou 15 passos e voltou-se para o adversário sem um traço de emoção em seu rosto. A pistola do maraboute disparou e Robert-Houdin sorriu. Ele havia pego a bala com os dentes.

Convencidos de que os poderes mágicos franceses estavam acima dos poderes locais, a rebelião cessou. Em 1957 as tropas francesas dominaram as tribos locais e consumaram a conquista da Argélia.

Robert-Houdin

Wednesday, July 13, 2011

Marco Tempest

Friday, July 1, 2011

Issao Imamura, a convite do programa Fantástico da Rede Globo, diferenciou pela primeira vez no Brasil, em 1993, a “arte da mágica” da “arte do ilusionismo”. Para exemplificar a diferença técnica, Issao realizou a pioneira levitação da repórter Glória Maria no terraço do edifício do conjunto Nacional na Avenida Paulista, em São Paulo.

Assista ao vídeo:


Vale rever: Issao Imamura levita Glória Maria no programa Fantástico, da Rede Globo