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Thursday, October 4, 2012

Religiões e Hipnose

Monday, September 3, 2012

Em um post anterior (este aqui) escrevi uma lista de livros correlacionados com o Mentalismo. Muita gente ficou me pedindo uma lista dos diretamente relacionados com a Arte. Fiz aqui a minha relação dos 5 melhores.

Linguagem Corporal:


A Linguagem das Emoções, Paul Ekman - É o melhor dos livros deste autor, e o único traduzido até o momento para o Português. Ele foi o consultor e sua vida foi inspiração para o protagonista da série Lie to Me. Preciso dizer mais?


What Every Body is Saying, Joe Navarro - Dos muitos livros sobre este assunto, este é o melhor. Escrito por um Agente do FBI aposentado, Joe apresenta uma consistente teoria para seus exemplos (um problema grave em outros livros sobre este assunto).

Hipnose:


Psicologia, Hipnose e Subjetividade, Maurício Neubern - Este é o melhor e mais completo livro de hipnose que eu já li (incluindo os muitos estrangeiros). É um livro que não foca na prática (que é só o que encontramos por aí), mas ele é antes de tudo, um livro sobre a história da hipnose.

Correlacionados: Não é possível falar em Mentalismo sem falar nas crenças que seus fundadores aproveitaram para construir suas rotinas. Dos muitos livros sobre o assunto, acho que não dá para ficar sem esses 2 abaixo.


O Mundo Assombrado pelos Demônios, Carl Sagan - Nesta obra, Carl Sagan, preocupado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam os espaços dos meios de comunicação, reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para tentar iluminar os dias e recuperar os valores da racionalidade. O autor aborda à falsa ciência, às concepções excêntricas e os irracionalismos que são acompanhados por lembranças de sua infância.


Paranormality, Richard Wiseman - O psicólogo Richard Wiseman desvenda a ciência sobre nossas crenças na paranormalidade. O autor nos leva a uma viagem de tirar o fôlego das verdades simples por trás das diárias afirmações extraordinárias, e ao longo do caminho, nos mostra algumas coisas realmente notáveis ​​sobre a forma como nossos cérebros funcionam.
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Top 5 Livros Diretamente Relacionados

Friday, August 31, 2012

Nicholas Kin - O Gosto do Desejo

Tuesday, August 7, 2012

O estímulo sublimitar é aquele que é recebido abaixo do limite da percepção consciente.


Abaixo uma figura que é um estímulo associativo, mas não um estímulo subliminar, pois podemos observá-lo se tivermos atenção.


Abaixo um trecho escrito por Reginaldo De Franceschi Junior:

"Levando em consideração a função da atenção na propaganda (que é o despertar o interesse do espectador em relação ao produto ou serviço anunciado) justamente com os fatos aqui levantados, é possível notar possibilidades concretas de influência subliminar nessa etapa da comunicação: a capacidade de influência subliminar em reações e respostas conscientes poderia ser dirigida para otimizar o efeito da propaganda sobre o receptor, no tocante à atenção.

Segundo as comprovações das experiências, estímulos subliminares são frequentemente recebidos e assimilados, mas nunca exibem uma resposta consciente direta, sendo medidos indiretamente, através de métodos como as SCR*, por exemplo. Por conta disso, não seria possível utilizar qualquer meio subliminar para produzir um efeito consciente perceptível em um indivíduo. Isso fica evidente no estudo de Van den Hout, o qual observa que mesmo pacientes expostos subliminarmente às suas fobias não reagem conscientemente ao estímulo. Por outro lado, Milner e Goodale apresentaram evidências inegáveis de que pacientes com sérias dificuldades cognitivas podem desempenhar tarefas com relativo sucesso baseando-se apenas em sua percepção subliminar.

No contexto da propaganda, tais características indicam que um estímulo subliminar recebido gera um inpacto inconsciente, o qual exercerá alguma influência, positiva ou negativa, na reação posterior do indivíduo em relação à propaganda. Sendo assim, uma determinada propaganda poderia ser beneficiada por um estímulo anterior, o qual exerceria a função de prime, caso esse contivesse uma mensagem consistente e consonante com a propaganda. Por outro lado, frisa-se que esse estímulo, por si só, não produziria qualquer resultado consciente, contrariando as reação típicas atribuídas às propagandas subliminares."

*SCR - Skin Conductance Response, registros de mudanças da condutividade da pele.


Excelente tese de Reginaldo De Franceschi Junior sobre o tema (download direto em pdf) - Limiar: uma visão publicitária sobre os limites da percepção

Um post anterior sobre o assunto - Derren Brown Subliminal Advertising
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Mensagem Subliminar na Propaganda

Thursday, August 2, 2012


Aconteceu em 1956, nos jogos olímpicos da Austrália, em Melbourne.

Do início ao fim dos jogos, a União Soviética liderou o pódio de medalhas.

Total de medalhas da URSS: 98.
Total de medalhas dos USA: 74.

Fato interessante é que o time olímpico soviético levou 11 hipnotizadores para esta olimpíada!

Há algum tempo, existe um serviço comum nos EUA, que é a figura do preparador hipnólogo para esportistas.

Abaixo um hipnólogo muito bom, o KC Johnson. Comecei com ele a minha técnica de hipnose.



Mais vídeos deste tipo de preparação - aqui
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Hipnose para Esportistas

Wednesday, August 1, 2012


Texto completo traduzido pelo meu amigo Antônio Azevedo no Blog Psicomagia

AUSTIN, Texas – Mesmo nesta idade moderna da ciência, as pessoas tendem a encontrar lógica em rituais sobrenaturais que requerem um grau elevado de tempo e esforço, de acordo com nova pesquisa da Universidade do Texas em Austin.

O estudo, publicado na edição de junho da Revista Cognition, é a primeira análise psicológica de como as pessoas de várias culturas avaliam a eficácia das crenças ritualísticas. Os resultados fornecem uma nova visão sobre os processos de raciocínio cognitivo – e como as pessoas intuitivamente criam sentido sobre o desconhecido.

“Uma das características mais marcantes da cognição humana é a capacidade de usar o raciocínio sobrenatural para explicar o mundo ao nosso redor”, disse Cristine Legare, professor assistente no Departamento de Psicologia da Universidade do Texas em Austin. “Nós defendemos que as características do ritual são o produto de como um sistema cognitivo evoluiu.”

A relação de causa e efeito do pensamento é fundamental para a sobrevivência humana, Legare disse. Então é natural que as pessoas busquem encontrar lógica em rituais sobrenaturais que enfatizem a repetição e as etapas processuais. Se fazer algo uma vez tem algum efeito, então repeti-lo deve ter um efeito maior. Por exemplo, se um mecânico diz que algo foi inspecionados cinco vezes, a frequência de suas ações leva o cliente a superestimar a eficácia de seu trabalho.

Para descobrir como as pessoas avaliam a eficácia de rituais mágicos, Legare e o aluno de graduação André Souza realizou um estudo no Brasil, um país impregnado de rituais chamados “simpatias”. Usadas para resolver problemas tão variados quanto parar de fumar, curar asma e afastar a má sorte, simpatias são rituais que envolvem fórmulas compostas de várias etapas e repetições.

Os psicólogos apresentaram a 162 respondentes brasileiros várias versões desses rituais. Cada um foi modificado com características diferentes, tais como a repetição de procedimentos, o número de passos, o número de itens utilizados, e à presença de ícones religiosos.

Como parte do estudo, Legare perguntou aos entrevistados que avaliassem a eficácia de cada ritual. Segundo os resultados, três elementos das simpatias teve a maior influência: número de etapas, a repetição de procedimentos e um tempo especificado.

Para ver como rituais mágicos são percebidos através das culturas, os pesquisadores realizaram o mesmo estudo com 68 entrevistados norte-americanos de várias origens religiosas e níveis sócioeconômicos. Como os pesquisadores esperavam, a maioria dos entrevistados não acreditavam em simpatias. No entanto, semelhante ao dos brasileiros, eles eram mais inclinados a crer em rituais que envolvem numerosas repetições e etapas. Por exemplo, deram uma maior classificação para o ritual abaixo, de cura da tristeza, que envolve numerosas etapas e repetições:

“Em um recipiente de metal, coloque as folhas de uma rosa branca. Depois disso, ateie fogo às folhas. Recolha a cinza restante das folhas e coloque em um saco plástico pequeno. Pegue o pequeno saco plástico e deixe-o em uma encruzilhada. Repita o procedimento durante sete dias seguidos.”

Embora simpatias são principalmente praticadas no Brasil, rituais mágicos e outras superstições são amplamente aceitos nos Estados Unidos. Os resultados do estudo fornecem uma visão mais aprofundada de como as pessoas encontram lógica no sobrenatural, independentemente de provas concretas.

Texto original aqui

Contribuição da minha amiga Maffalda
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Rituais mágicos repetitivos e demorados são considerados mais eficazes

Monday, June 25, 2012

Este é um exemplo cabal de que algumas artes marciais só funcionam entre os seus praticantes:




Esta arte marcial tem o nome de Yellow Bamboo. Eles dizem desenvolver uma energia interna capaz de derrubar um oponente apenas emitindo essa energia. É um exemplo clássico de uma profecia auto-realizável: nós obteremos o que acreditamos conseguir (para saber mais, veja
Efeito Pigmalião). O praticante acredita tanto que, o que seria um absurdo acontecer, se realiza na sua frente. Não deixa de ser um hipnose coletiva.

Se você não acredita que isto é uma arte marcial de verdade, aqui está o site dos praticantes: Yellow Bamboo.

Isso aqui é o que acontece quando um praticante de Yellow Bamboo encontra com um lutador do mundo real:


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Hipnose nas Artes Marciais

Saturday, June 16, 2012

Não quero aqui entrar no mérito da crença de cada um, mas veja o vídeo abaixo e observe a técnica usada pelo pastor (a edição do vídeo não é minha).

 

Esta é uma técnica clássica de hipnose. Na verdade, é uma sugestão muito básica usada para selecionar pessoas na platéia que estão no momento mais sugestionáveis (eu uso o mesmo método).

Durante vários momentos do dia, nos encontramos em estados pré-hipnóticos, como quando colocamos uma calça e não nos damos conta de qual a perna vestimos primeiro (você é capaz de se lembrar agora?), ou quando dirigimos do trabalho para a casa e após termos pensado em uma série de coisas, chegamos na porta de casa, e nem nos demos conta do caminho que fizemos. Isso é um estado hipnótico, baixa-hipnose, mas hipnótico.

Todos, em vários momentos do dia, de acordo com uma série de fatores (cansaço físico, preocupação, sono, sistema de crenças, etc.), estamos mais sugestionáveis ou não de acordo com o momento. Esta seleção de palco, mãos coladas, é apenas para facilitar (agilizar) o trabalho do hipnotizador.

Agora veja esta mesma seleção feita como entretenimento por Fábio Pontes no Programa do Jô Soares.

 

Da mesma forma que eu uso sugestão (um outro nome para hipnose) para que uma pessoa da platéia escolha uma carta (ou animal, ou figura), é possível sugestionar uma pessoa a temporariamente parar de sentir dor (milagres momentâneos nas igrejas) e a dar mais dinheiro do que pode.

O que mais me choca (e entristece) é que a todo momento vejo, nesses programas de televisão de canais abertos, pessoas de igreja serem hipnotizadas para darem mais dinheiro. A técnica e a linguagem corporal desses pastores diz claramente que isso é um treinamento igual ao meu, que é totalmente consciente, e que é manipulador com a vida dessas pessoas que estão desesperadas. Isso me revolta profundamente.

Para quem quer ver mais:

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Hipnose em Igrejas

Saturday, May 5, 2012

Eric Mead: A Magia do Placebo

Tuesday, March 27, 2012

São sons que trabalham em duas frequencias diferentes, e se você usar um fone de ouvido vai ouvir cada frequencia em um ouvido diferente, as duas juntas formam o som binaural.


Cada faixa de frequência mental está associada a um tipo de atividade. Estas frequências podem ser obtidas por eletroencefalografia:


A idéia é que determinados sons possam induzir estados mentais específicos através da construção específica dessas ondas.

Binaural Beat é um fenômeno que o cérebro produz pela mescla duas frequências diferentes, uma em cada ouvido. Por exemplo, 300 Hz em um ouvido e 310Hz no outro, então o Binaural teria uma frequência de 10 Hz (310-300). Isso é feito pelo seu cérebro, a diferença de frequência pode ser de até 30Hz.


Isocrônicos são pulsações que ligam e desligam em regularmente. A quantidade de pulsações por segundo indica a frequência. Por exemplo, 10 pulsações por segundo induziria no cérebro uma frequência de 10Hz. Isso excita o Tálamo e faz com que o cérebro passe a imitar a frequência dos toques Isocrônicos, alterando sua atividade cerebral. São similares aos Monaurais, exceto que estes são um pulso de onda senoidal, em vez de pulsos totalmente separadas de um único tom.


Esta nova prática é chamada de i-Dosing, e requer um par de fones de ouvido e alguma coisa para tocar música. Os defensores do i-Dosing dizem ter sensações de êxtase causados pelo efeito Binaural Wave.
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Binaural Waves

Friday, December 30, 2011


Nós todos experimentamos isso: A frustração de entrar numa sala e esquecer o que iríamos fazer. Ou obter. Ou encontrar.

Uma nova pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade de Notre Dame, feita pelo Professor Gabriel Radvansky, sugere que passar através de portas é a causa desses lapsos de memória.

"Entrando ou saindo por uma porta serve como um "evento limite" na mente, que separa os episódios de atividade e os arquiva", explica Radvansky.

"Recordando a decisão ou atividade que foi feita em uma sala diferente é difícil, porque foi compartimentada."

O estudo foi publicado recentemente no Journal of Experimental Psychology Quarterly.

Conduzindo três experimentos em ambientes reais e virtuais, sujeitos pesquisados por Radvansky - todos estudantes universitários - realizaram tarefas que necessitavam da memória enquanto travessavam um quarto e saiam por uma porta.

No primeiro experimento, em ambiente virtual, os indivíduos moveram-se de uma sala para outra, selecionando um objeto sobre uma mesa e mudando-o para uma outra mesa. Eles fizeram a mesma coisa enquanto simplesmente moviam-se através de um quarto, mas não atravessando uma porta.

Radvansky descobriu que os indivíduos esqueciam mais após atravessarem uma porta do que comparado ao se movimentar pela mesma distância através de um cômodo, sugerindo que a porta, ou "evento limite" atrapalha na habilidade de recuperar pensamentos ou decisões tomadas em uma sala diferente.

No segundo experimento, no mundo real, foi requerido que os indivíduos escolhessem caixas para os objetos selecionados e se movessem tanto através de uma sala, como percorrendo uma distância e passando por uma porta. Os resultados no ambiente real replicaram os resultados obtidos no mundo virtual: Passar por uma porta serve como meio da mente arquivar memórias.

O experimento final foi projetado para testar se realmente portas servem como "eventos limites" ou se a habilidade de alguém se lembrar é a conexão do ambiente com a decisão - neste caso, a seleção de um objeto - foi criada. Pesquisas anteriores nos mostraram que o ambiente afeta a memória e que a informação aprendida em um ambiente é recuperada mais facilmente quando a recuperação desta memória ocorre no mesmo contexto. Indivíduos nesta etapa do estudo passaram por várias portas, levando de volta para o cômodo que eles começaram. Os resultados não mostraram melhora na memória, sugerindo que o ato de passar por uma porta serve como uma forma da mente arquivar memórias.

Fonte: Notre Dame News

Passar Através de Portas Causa Esquecimento

Thursday, December 15, 2011

Serviço do Instituto de Criminalística esteve indisponível durante três anos. Laboratório é o único com essa especialidade na América Latina.
Entre 1998 e 2008, laboratório atendeu mais de 700 vítimas de crimes.
(Foto: Diego Alves/SESP)

O Laboratório de Hipnose Forense, do Instituto de Criminalística do Paraná, foi reaberto nesta quarta-feira (14). O laboratório é o único do gênero na América Latina e estava fechado desde 2008. O serviço começou a ser prestado à população em 1998.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, a técnica é usada em casos que a vítima de um crime sofre um bloqueio mental e não consegue se lembrar de como o fato aconteceu. Delegados responsáveis pela investigação do crime e os médicos do Instituto de Criminalística podem encaminhar a vítima ao laboratório.

Como funciona

A hipnose é realizada em uma sala acústica, à prova de ruídos. Ao lado, em uma sala com vidro espelhado, parentes da vítima e o delegado responsável podem acompanhar a sessão.

De acordo com a Secretaria de Segurança, durante o período em que o laboratório esteve aberto já foram feitos mais de 700 atendimentos a vítimas de crimes.

Fonte: G1

Laboratório de Hipnose Forense é reinaugurado no Paraná

Sunday, October 2, 2011

Derren Brown, um ilusionista e mentalista britânico, produziu recentemente um documentário intitulado “Milagres à Venda”, onde tenta expor como fraude uma das práticas mais controversas de algumas igrejas evangélicas – a cura pela fé (faith healing).
Ele propõe-se a demonstrar que qualquer um, com um generoso conhecimento da mente humana e de alguns truques de ilusionismo, é capaz de se tornar num curandeiro da fé. 

As imagens de pessoas a desmaiar num palco enquanto o pastor pede a intervenção divina para as curar, podem parecer bastante impressionantes, mas como se poderá ver no documentário, não têm nada de sobrenatural.

O propósito deste documentário não é o de atacar a religião, mas sim de expor aquilo que é uma fraude cruel, perpetuada por pessoas sem escrúpulos e que apenas querem fazer dinheiro à custa dos mais vulneráveis.






Derren, usando PNL, para chegar à amnésia.



Religião e Psicologia - Reflita

Saturday, August 13, 2011

Um novo artigo da "Trends in Cognitive Sciences" explora como os neurocientistas cognitivos estão se tornando cada vez mais interessados ​​em compreender a hipnose e a estão usando para simular estados incomuns de consciência no laboratório.

A Hipnose era tipicamente tratado com desconfiança pela ciência cognitiva, até que de um ponto de virada veio quando um estudo de 2000 demonstrou que as pessoas hipnotizadas para ver a cor cinza em painéis, mostraram atividades nas áreas de percepção da cor no cérebro.

Mitos sobre a hipnose ainda são comuns, mas a hipnose nada mais é do que a disposição de uma pessoa em um processo de sugestão. A indução hipnótica, com o esteriótipo do: contando de trás para frente e o "você está se sentindo sonolento", ajuda mas não é necessário.

Crucialmente, e por razões que ainda não estão claras, todos nós variamos em nossa capacidade de sermos hipnotizados. Esta característica é conhecida por ser mais estável do que o QI, e normalmente distribuído (estatisticamente), como muitos outros traços psicológicos.

Em outras palavras, todos nós podemos experimentar o relaxamento e concentração, e todos nós podemos imaginar o que o "hipnotizador" está sugerindo, mas apenas pessoas mais altamente hipnotizáveis ​​têm a experiência das sugestões como involuntária, como se estivessem acontecendo "sozinhas".

Pesquisas recentes têm sugerido que pessoas altamente hipnotizáveis ​​podem desassociar o processo que "olha para fora" quando têm demandas concorrentes de atenção, a partir de um processo que nos permite focar em qual das tarefas concorrentes precisamos fazer dentro de casa.

Em outras palavras, para pessoas altamente hipnotizáveis, sugestões para experimentar coisas contrárias à realidade cotidiana podem ser capazes de produzir efeitos porque o mecanismo normal de detectar e distinguir foi temporariamente suspenso.

Combinando sugestões cuidadosamente elaboradas, essa capacidade permite aos pesquisadores simular certos estados mentais em experiências no laboratório.

Por exemplo, hipnoticamente sugerir cegueira, paralisia ou perda de sensibilidade têm sido usados ​​para simular os sintomas da "histeria" ou distúrbio de conversão, uma condição em que os sintomas neurológicos aparecem sem qualquer dano ao sistema nervoso presente.

Outros estudos têm utilizado a hipnose para simular a sensação de que o corpo está sendo controlado por forças externas, um sintoma comum na psicose, ou em que o paciente pensa que seu reflexo no espelho é o de outra pessoa, uma ilusão chamada de "mirror misidentification".

Em 2008, pesquisadores usaram a hipnose para a amnésia psicogênica simulada, uma perda de memória apenas para informações antigas, apesar do fato de que os pacientes não tinham nenhuma das lesões cerebrais associadas com a síndrome de amnésia clássica.

Este artigo cobre as pesquisas em que a ciência tenta entender a hipnose por ela mesma, e a ciência que usa a hipnose como uma ferramenta de laboratório, é uma ótima introdução à pesquisa em neurociência nesta área de desenvolvimento.

Texto original: Mind Hacks

Profundamente dentro da Neurociência da Hipnose

Tuesday, July 26, 2011

(Ilustração - Morton aplicando a primeira anestesia - Massachusetts General Hospital)

Na época em que Morton realizou a primeira demonstração pública da anestesia geral, utilizou o éter etílico como único agente anestésico. Assim a anestesia inalatória com éter se manteve por muito tempo como a única técnica de anestesia geral. Na seqüência surgiram o thiopental, o pentotal e outros barbitúricos.

Desde o início dos anos noventa, milhares de pacientes têm optado pela hipnose - como substituto ou (mais tipicamente) complemento da anestesia - numa vasta gama de procedimentos cirúrgicos, desde a reparação de hérnias até a remoção de tumores. No Hospital Universitário de Liège, na Bélgica, uma equipe de médicos liderados pela Dra. Marie-Elisabeth Faymonville, já registrou mais de 5.100 cirurgias realizadas com hipnosedação, uma técnica desenvolvida por Faymonville que substitui a anestesia geral com a hipnose, anestesia local e um sedativo leve. "Os pacientes nos contam que é uma experiência muito especial", afirma Faymonville. "Hoje somos procurados por pessoas que estão vindo de todas as partes do mundo."

A hipnose foi usada pela primeira vez como anestésico cirúrgico em 1845, na Índia, mas foi rapidamente abandonada com a introdução do éter no ano seguinte. A prática degenerou-se através das décadas seguintes, tornando-se, pelo menos aos olhos da opnião pública, pouco mais do que um truque de salão. Em 1958, a hipnose foi sancionada pela American Medical Association para uso na medicina e na odontologia. Desde então, médicos têm usado a hipnose para auxiliar no alívio de enxaquecas, depressões, ansiedade, dor crônica causada pelo câncer, etc.

Hipnose pode ajudar anestesia local em cirurgias de câncer e tireoide.

Grã-Bretanha testa hipnose como alternativa a anestesia em partos.

Anestesia geral - hipnose, analgesia, bloqueio neuromuscular e proteção contra o estresse.

Hipnose como alternativa para a sedação está voltando aos centros cirúrgicos.

Hipnose pode ajudar na anestesia