Wednesday, July 18, 2012


De todas as conferências de mágicos que eu já assisti em minha vida, esta foi a melhor.
Diego Minevitz é um artista com uma visão madura, e idéias brilhantes.


Diego começa explicando as regras para o caminhar em vidros quebrados, de uma maneira detalhada, responsável, e muito generosa, ele disseca passo-a-passo toda a parte técnica para se trabalhar com vidros: Completo.


Depois demonstra várias idéias para roletas-russas  (Diego me fez rever meus conceitos), de todos os tipos, para todas as platéias. Ele é um pesquisador sobre o assunto.


Finalmente ele termina sua conferência passando pelos principais métodos de escapismos com correntes, algemas e camisas-de-força.

Diego Minevitz é fantástico, e tem uma humildade impressionante para um artista do seu nível.

Site de Diego Minevitz

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Diego Minevitz - Magia Extrema

O mágico Keith Barry acabou desmaiando no palco de um teatro em Dublin (Irlanda) quando o número que ele apresentava deu errado.


Keith tentava se livrar de uma situação em que estava preso com corda e fitas adesivas. No meio da "grande escapada", o mágico, que estava sentado em uma cadeira, perdeu a consciência e caiu.

O mágico foi socorrido e o empresário dele afirmou que o show estava acabado. Keith passa bem, segundo ele próprio postou no Twitter:


Vídeo com o momento do desmaio:


Fonte: O Globo
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Truque Sai Errado e Mágico Desmaia no Palco

Tuesday, July 17, 2012

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.



Por Marco Túlio Pires em 16/07/2012

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Philip Low: "Todos os mamíferos e pássaros têm consciência"Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

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Alguns dados sobre Philip Low:

Adjunct Professor, Stanford School of Medicine Research Affiliate, MIT Media Lab
Winner, KAVLI Brain and Mind Innovative Research award
Winner, Draper Fisher Jurvetson Venture Challenge
Winner, UCSD Entrepreneurship Competition
Winner, CONNECT Most Innovative New Product
Top Young Innovator, Worldwide, MIT-TR35
Top 10 Most Innovative Companies in Health Care, Worldwide
Winner, Jacobs-Rady Pioneer Award for Global Innovation and Entrepreneurship
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Dica dada no Facebook pelo meu amigo Ivan Mingireanov Filho.

Artigo horiginal: Revista Veja

Para saber mais sobre o Manifesto - Aqui

Link para post "Cientista tenta descobrir o que pensam os cães" - Aqui
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Manifesto de Cientistas Declara a Existência de Consciência em Animais

Dia 19 de junho tivemos no CBI (Círculo Brasileiro de Ilusionismo) uma deliciosa noite com a história viva - Bob Ricardo. Bob falou sobre a história de um dos maiores mágicos do mundo, que viveu maior parte de sua vida no Brasil, o Mágico Tihany.

Como sempre inovador, Bob fez sua palestra em formato de Quiz (que contou com premiação dos 3 primeiros colocados presentes na reunião do CBI - o primeiro deles, mais caro que uma anualidade da assoociação).

Tihany (cujo nome de batismo é Franz Czeisler) nasceu na Hungria. Entrou no picadeiro aos 12 anos como tratador de animais. Hoje, Embaixador Mundial do Circo, outorgado pela família real de Mônaco, Doutor Honoris Causa pela Universidad Mesoamericana de Puebla, no México, e presidente do júri do Internacional Circus Festival of Budapest, na Hungria.

Imigrou para o Uruguai. Em Montevidéu, no Carnaval de 1930, encontrou pela primeira vez um espetáculo que unia mágica, faquirismo e bichos: leões, tigres, crocodilos e jacarés. Era conduzido por um grande faquir calabrês chamado Blacaman. Só que o espetáculo não acontecia dentro de um circo, mas no Teatro Artigas, que na época completava cem anos de fundação. Então, ofereceu-se para trabalhar lá como ajudante.

Começou dando água e comida aos leões, e limpando as jaulas. Daquela função passou a ser assistente de mágico. Com ele, aprendeu a deitar no prego, bailar sobre o vidro, comer fogo, engolir espadas e a colocar a cabeça na boca do crocodilo. Do Uruguai, a trupe excursionou para França e em Paris trabalhou pela última vez com Blacaman. De lá, voltou para Hungria.

A experiência com Blacaman o fez se apaixonar pela mágica. De volta à sua casa, já com 18 anos, resolveu que viveria só de mágica. Conseguiu reunir cosigo um palhaço, uma malabarista, um acrobata e, juntos, passamos a percorrer a Hungria. Viajavam de povoado em povoado oferecendo o espetáculo. Na maioria deles, por serem lugares pequenos e muito pobres, não havia luz elétrica. Tinham que se apresentar com o auxílio de lâmpadas de petróleo.

Ao lado do faquir calabrês (Blacaman), Tihany se apresentava como Sangaruja.  Ao passar por uma pequena cidade húngara, às margens do Lago Balaton, simpatizei-me com o nome da cidade e resolveu adotá-lo. A partir daí seu nome artístico passou a ser Tihany, como hoje o conhecemos.

Casou com sua ajudante de palco, Ilona de 16 anos.


Chegou ao Brasil no dia 6 de maio de 1953 por Santos, ao lado de Ilona e Ludwig, seu filho, na época já com 14 anos, chegou  apenas com pequenos baús, que traziam roupas e seus apetrechos de mágica. Saiu em busca de trabalho e foi encontrá-lo no Rio de Janeiror com o Circo Garcia, no Palácio do Alumínio. Eles o contrataram como mágico e Tihany trabalhou quase um ano com os Garcia.

Em 1954, comprou um circo e está com ele até hoje.

Tihany é contra ou a favor dos animais sob as lonas? A favor, claro! Ele mesmo, em seu circo, chegou a ter 100 animais, entre elefantes, zebras, leões, tigres... "Para o espectador isso é bom. Por meio do meu circo, cidades distantes do Brasil tiveram a oportunidade de conhecer de perto animais que nunca imaginariam receber, como uma ave exótica ou um macaco. Só não sou a favor de maltratá-los."

Ao ir para os Las Vegas, EUA, considerada a metrópole dos grandes espetáculos, vendeu aqui no Brasil sua lona a um homem que estava querendo começar em circo: Beto Carrero.

Mas depois disso voltou ao Brasil inúmeras vezes. Mesmo viajando o mundo, sempre fez questão de levar a bandeira verde-amarela do País em nosso mastro. O circo era brasileiro, tinha começado aqui. O Tihany vinha do Brasil.

Ao ser perguntado sobre o segredo do seu sucesso? Tihany disse: "Não existe. Para chegar aonde cheguei, necessita-se de talento e força de vontade. Tem que ser dedicado. Precisa amar o circo."



Atualmente, o Circo Tihany está em Brasília, próximo ao Teatro Nacional


Post escrito com a colaboração do meu amigo, Marcelo Trevisan.

Para rever a apresentação do Bob Ricardo no aniversário do CBI - Aqui

Uma excelente entrevista com o Mágico Tihany - Aqui
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Tihany - Quiz por Bob Ricardo

Saturday, July 14, 2012



Página da dupla portuguesa:
Ta na manga
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Ta na manga - Comptine d'un autre été


O Brasil é um país muito rico culturalmente, diversos povos e costumes, onde a cultura brasileira é divulgada pelo mundo, porém viver de arte e cultura é muito complicado, são inúmeros os obstáculos para ser reconhecido como artista e como trabalhador, o músico, o circense, o artesão e outros atistas (inclusive os mágicos) são vistos como "vagabundos" ou como pessoas que fazem arte por hobby e não por profissão. Muitos amigos meus e até mesmo eu passo pela seguinte situação de alguém perguntar o que faço, quando digo que sou mágico, alguns ainda peguntam , mas você trabalha com alguma coisa ou só faz mágica? 


Eu nem sei o que falar, se respondo ou se dou um soco na cara (brincadeirinha viu rsrsrsrs), é que infelizmente é essa a visão que os brasileiros têm dos artistas, por outro lado veneram jogadores de futebol que ganham milhões por ano, alguns dando mal exemplo para a sociedade e contribuindo muito pouco para o país, enquanto aqueles poetas, escritores artistas que mostram as belezas do país, incentivam a educação, estudo, o amor muitas vezes para ganhar alguns trocados em seus chapéus pelas praças do Brasil, são desprezados e têm que ficar implorando por meia dúzia de aplausos.


Viver de arte no Brasil realmente é muito difícil, mas é possível sim, mas que para isso aconteça precisa de algo que deveria ser essencial em toda profissão: Amor pelo que faz... Quem trabalha com arte, faz porque gosta, dificilmente você encontrará algum mágico, por exemplo, dizendo que faz mágica porque não tem opção ou não gosta do que faz, viver de arte é viver de amor, eu amo minha cidade, meu estado meu país, mas sinceramente a arte por aqui daqui uns tempos será vista como crime, devido ao enorme preconceito que encontramos em nossa caminhada.


Mas a melhor frase de todos os tempos e com ela encerro esse artigo com certeza é essa:


SOU BRASILEIRO E NÃO DESISTO NUNCA.


Espero que gostem do artigo, que é ao mesmo tempo um desabafo e um grande abraço a todos aqueles que se esforçam, passam apuro mas não desitem dessa mágica que é a arte em todas as suas modalidades. Você que está lendo essa postagem deixe o seu comentário e sua opinião sobre essa situação, seja você artista ou não, precisamos saber o que acontece...

Mágico Monsil- Viver de Arte no Brasil???

Thursday, July 12, 2012

Halo Effect - Efeito Halo