Monday, August 20, 2012

Um pesquisador de psicologia (e mágico) explica o que acontece depois de ouvir "pense em uma carta" 


Por Jay Olson
Scientific American 31-jul-2012

Pense em uma carta. Tem uma em mente?


Embora possa fazer sentido como uma escolha livre, pense de novo: A maioria das pessoas escolhem uma das quatro cartas, de um baralho de 52. Por enquanto, lembre-se da sua carta - vamos voltar a ela mais tarde.

Por milhares de anos, os mágicos têm espantado o público com o desenvolvimento e aplicação de intuições sobre a mente. Mágicos qualificados podem manipular memórias, controle de atenção, e influenciar escolhas. Mas mágicos raramente sabem por que esses princípios funcionam. Estudar mágica pode revelar os mecanismos da mente que permitem esses princípios, para descobrir o porquê e não apenas o como.

Alguns destes princípios, como ilusões e desorientações, recentemente levaram a descobertas interessantes. Por exemplo, num estudo, um mágico atirou a bola para o ar algumas vezes. No terceiro lançamento, no entanto, ele só fingiu jogar. Dois terços dos participantes disseram ter visto a bola desaparecer no meio do ar, mesmo que ela nunca tenha saido de sua mão. Os participantes viram algo incrível - algo que nunca aconteceu de verdade.

Outro exemplo é a desorientação, onde o mágico esconde o segredo manipulando o que o público percebe ou pensa. Um estudo acompanhou os movimentos dos olhos dos participantes enquanto mostraram-lhes um truque de desaparecimento de um cigarro. Mesmo que os participantes olhem diretamente para o movimento secreto, não percebem que a sua atenção foi dirigida para outro lugar. Eles olham, mas não vêem, graças a desorientação do mágico.

Outros princípios de mágica envolve truques com cartas. Mágicos podem, muitas vezes, influenciar a pessoa escolher um carta especial de um baralho, ou mesmo saber que carta a pessoas vai escolher quando solicitada a pensar em uma. Estudar esses fenômenos poderiam nos ajudar a aprender sobre a mente, assim como o estudo de ilusões e desorientação.

Mas antes que possamos entender a mágica de cartas, temos que entender exatamente como as pessoas percebem elas mesmas as cartas. Para fazer isso, eu me juntei com outro pesquisador e mágico, Alym Amlani, bem como o professor Ronald Rensink da Universidade de British Columbia. Nós aplicamos técnicas bem conhecidas da ciência da visão para medir como as pessoas vêem, lembram, como escolhem cada uma das 52 cartas de um baralho. Por exemplo, as pessoas viram rapidamentes cartas mostradas uma após a outra em um computador enquanto procuravam uma carta-alvo; sua precisão indicada visibilidade da carta. Para medir a escolha, pedimos mais de mil pessoas para o nomear ou visualizar a carta, em seguida, registraram suas seleções.

Medir estes fatores nos permitiu testar intuições dos mágicos sobre diferentes cartas. Nossos resultados confirmaram várias dessas intuições. Por exemplo, os mágicos acreditam que as pessoas tratam o Ás de Espadas e Rainha de Copas de maneira diferente das outras cartas. Com certeza, precisão para detectar e lembrar foi maior para o Ás de Espadas, e as duas cartas estavam entre as mais queridas e frequentemente escolhidas. Outras cartas escolhidas com freqüência foram os Setes e os Três, de acordo com outros estudos sobre como as pessoas escolhem números.

Mágicos também acreditam que eles sabem que cartas são menos propensos a serem  escolhidas pelas pessoas. Agora, considere: Qual a carta que você acha que as pessoas vão citar o menos frequência?

Para muitos mágicos, a resposta é Paus de valor mediano, como o Seis de Paus. Outros parecem compartilhar essa crença; hecklers por vezes, acabam escolhendo o Seis durante truques de mágica. De fato, durante o teste piloto, quando perguntado para citar uma carta de várias pessoas presunçosamente afirmaram: "Seis de Paus!", Talvez tentando agir de forma imprevisível. Mas ao fazer isso, eles de fato agiram de forma mais previsível. Como se viu, no entanto, foram os Noves pretos que foram os menos escolhidos. Das 1150 seleções feitas por pessoas em nosso experimento, estas cartas foram escolhidas apenas quatro vezes.

Várias outras crenças comuns também foram desaprovadas. Por exemplo, os mágicos dizem muitas vezes que, quando pedem para nomear uma carta, as mulheres escolhem a Rainha de Copas mais que os homens. Em nossa amostra, encontramos o oposto: os homens escolheram a Rainha de Copas mais do que mulheres, e as mulheres escolheram o Rei de Copas mais do que os homens.

Outros resultados parecem ser completamente novos. Por exemplo, as pessoas detectaram a maioria das cartas igualmente bem, exceto pelo Seis Copas e Ouros, que pareciam ser mais "enevoados" do que quaisquer outras cartas. Em outras palavras, as pessoas viram Seis vermelhas que não estavam lá. Além disso, as mulheres parecem preferir cartões de números inferiores, e os homens preferiram mais altos. Nós não sabemos o por quê.

Um resultado final interessante foi que, a formulação exata da pergunta pareceu influenciar a carta que a pessoa escolheu. Quando lhe pediram para nomear uma carta, mais da metade das pessoas escolheram uma das quatro cartas: o Ás de Espadas (25%), ou da Rainha (14%), Ás (6%), ou Rei (6%) de Copas. Se você é como a maioria das pessoas, você pode ter escolhido uma destas cartas, quando perguntado no início deste artigo. (A lista completa de cartas e suas freqüências também está disponível.)

Mas quando perguntamos para visualizar a carta, as pessoas pareciam escolher o Ás de Copas com mais freqüência. Em nossa amostra, eles escolheram quase duas vezes mais quando solicitado a visualizar (11%) em vez de nomear (6%) uma carta. Talvez alguma coisa sobre o processo de visualização torne as pessoas mais propensas a pensar nesta carta em particular.


Estudos sistemáticos como esses podem ajudar a formar a base de uma psicologia de mágica de cartas. Mágicos podem melhorar seus truques por saberem como as pessoas escolhem suas cartas com maior ou menor frequência. Enquanto isso, os psicólogos podem acompanhar descobertas inesperadas para entender por que as pessoas podem "perder de vista" as Seis vermelhas ou porque a formulação de uma pergunta pode trazer diferentes cartas à mente.

E este é apenas o começo. Aplicando estes resultados, podemos desvendar os mecanismos por trás dos princípios da mágica de cartas. Se os mágicos podem influenciar as decisões do público, que fatores permitem essa influência? Por que as pessoas ainda sentem que têm uma escolha livre? As respostas a estas perguntas podem fornecer novos insights sobre persuasão, marketing e tomada de decisão. Por fim, esperamos desenvolver uma ciência da mágica, onde quase qualquer truque pode ser entendido em termos de seus mecanismos psicológicos subjacentes. Tal ciência pode manter os segredos da magia, enquanto revela os segredos da mente.

Artigo original - Aqui
Para receber artigos como este em seu facebook, é só curtir a minha página

Revelando a Psicologia da Mágica de Cartas

Sunday, August 19, 2012

Tina Lenert - Mopman

Saturday, August 18, 2012

Ela é um dos mistérios mais impenetráveis da natureza humana. Mas está longe de ser uma lenda: a intuição não só existe como é essencial para a nossa vida. E as decisões motivadas por ela podem ser melhores que as mais racionais. Saiba como usar essa ferramenta do cérebro.

Por Reinaldo José Lopes
Super Interessante março de 2010

A intuição humana é um fenômeno tão bizarro quanto comum. Quem nunca sentiu aquele comichão na boca do estômago dizendo "tem alguma coisa aí"? Mesmo os casos em que não há tragédia no meio não são menos assustadores. Existem pessoas cuja intuição é tão poderosa que elas parecem capazes de ler a mente das pessoas. Não só das pessoas: o psicólogo americano Silvan Tomkins, por exemplo, enriqueceu apostando em cavalos porque, segundo ele, sabia se um animal poderia vencer "só de olhar a expressão no rosto dele". Mas e aí? Tudo isso é real? A intuição é mesmo capaz de ler mentes? E de prever o futuro? A resposta é contraintuitiva.

Mas o que é intuição, afinal de contas? Grosso modo, dá para dizer que existem 3 tipos bem diferentes. O 1º é aquilo de saber o que outra pessoa está sentindo sem fazer força. É "ler a mente" dos outros. O 2º tipo de intuição é o que tem a ver com a experiência: você pratica tanto alguma coisa que não precisa mais pensar para fazê-la - tipo trocar as marchas do carro. Só que algumas pessoas aprendem a fazer coisas bem menos banais. Quase sobrenaturais, na verdade. O 3º tipo é o mais polêmico: a capacidade de prever o futuro.

Continue lendo Aqui

Jogo da Intuição (baseado em Linguagem Corporal)

Posts anteriores sobre Linguagem Corporal: Aqui.
Para receber artigos como este em seu facebook, é só curtir a minha página

O Poder da Intuição

Friday, August 17, 2012


Para receber artigos como este em seu facebook, é só curtir a minha página

O Por Que da Arte

Wednesday, August 15, 2012

Graham Jolley - Mentalista

Tuesday, August 14, 2012

Todo mundo adora uma coincidência. Poucos concordam se é significativo.

Por: Kaja Perina

Isaac Asimov afirmou que os avanços da ciência não começam com momentos "Eureka". Pelo contrário, alguém simplesmente diz: "Isso é divertido." A observação de Asimov também destaca os extremos com que as pessoas respondem ao fenômeno de coincidência.

A nossa tendência de ver padrões em todos os lugares significa às vezes que descobrimos maravilhosas verdades sobre o mundo. Assim como, muitas vezes, somos levados subjetivamente cul-de-sac (um caminho sem progresso). Na história de capa deste mês (Psychology Today), "A estranheza insuportável de ser", Matthew Hutson explora por que as pessoas, algumas em particular, glorificam experiências anômalas.

Nossos cérebros são mísseis buscadores de padrões que não podem deixar de notar coincidências; se devemos nós incutir com um significado esse é outro assunto. A tendência para aprender uma nova palavra ou conceito apenas para "de repente" encontrá-lo em todos os lugares atinge pessoas em um lugar entre o notável ​​e o milagrosa, embora possa ser explicado pela capacidade do nosso cérebro para atenção seletiva: Nos mantemos centrados a novos estímulos, enquanto filtramos inumeráveis dados não relacionados.

Há um termo obscuro flutuando ao redor do que descreve termos obscuros ou idéias que se sente de maneira onipresente, logo que eles estão em nosso radar: o fenômeno Baader-Meinhof*.

Engraçado, eu pensei, no primeiro encontro com o termo. É agora a Baader Meinhof obscura o suficiente para estampar um neologismo sobre a obscuridade? (Eu vivi na Alemanha quando criança, por isso, em minha mente, este grupo terrorista foi extinto de vez sobre o fim da Al-Qaeda). Essa desconexão atualmente capta um elemento complicado na coincidência: "Baader-Meinhof" é sobrecarregado por aqueles tocados por ele; simples trivia para todo o resto.

Nós podemos muito bem concordar sobre o que constitui coincidência, mas não quando ao seu significado. Duas famílias que visitam Disneyland no mesmo dia são pontos de dados. Quando as famílias contém um menino e uma menina que anos depois se encontram e se casam, o casal em questão chama isto de sorte. Se isso acontece com você: "Eureka!" Para qualquer outra pessoa: "Isso é engraçado."

Não me interpretem mal, eu adoro ler sobre o triunfo do acaso, tanto quanto a pessoa ao lado e sua publicação. O New York Times publicou recentemente um artigo divertido sobre dois anúncios de casamento altamente coincidentes. Há um certo chame em ver alguém receber um prêmio existencial, mesmo que geralmente não fique ofegante por isso. Mas há também a satisfação em compreender como o cérebro é movido para apoderar-se desses momentos desde o início.

*- A ilusão em que uma palavra, um nome ou outra coisa que tenha vindo recentemente a atenção de repente aparece em "qualquer lugar" com freqüência improvável.

Artigo fonte: Aqui
Para receber artigos como este em seu facebook, é só curtir a minha página

Procurando por Coincidências

Sunday, August 12, 2012


Dia 09 mágico Monsil esteve na cidade de Kaloré-PR ministrando a oficina de mágica "Acredite no impossível" e os show ABRACADABRA, atividades da II Semana Cultural Desportiva de Kaloré realizado pela Secretaria Municipal de Educação do município.


Foi um prazer conhecer essa cidade e participar desse evento incrível, me surpreendi com a organização e preocupação de todos com os alunos, com os oficineiros e para o bom andamento de todas as atividades. Fiquei muito feliz de ter conhecido pessoas maravilhosas que me recepcionaram muito bem e fizeram de tudo para que me sentisse bem o clima de hospitalidade de Kaloré é excelente.


Nas oficinas de mágica a participação dos alunos e a dedicação deles foi marcante, participação intensa inclusive com pessoas que nem faziam parte da oficina mas se encantaram com as mágicas e também fizeram as oficinas, os períodos da manhã e da tarde encerraram com o show ABRACADABRA com mágico Monsil, um espetáculo envolvente e muito divertido, espanto, magia e muita gargalhada em 1 hora de sonhos transformados em realidade.


Agradeço a Tatiane, Darlene, Dona Terezinha e Seu Tiãozinho que me receberam com muito carinho e atenção, um grande abraço ao Marcelo, Lucélia e seu esposo Americo, Cris, Alex, Raquel e todas as pessoas que vieram conversar e parabenizar mágico Monsil pelas atividades realizadas.




Muito obrigado Kaloré, vai ficar a saudade dessa cidade e espero poder voltar em breve com muita mágica para vocês. De coração mesmo, fiquei muito feliz com o convite e com os resultados dos trabalhos.São atividades assim que valorizam e motivam a cultura em nosso país. Parabéns...

Obrigado Kaloré-PR