Tuesday, January 3, 2012


A cultura do Ilusionismo não é natural do Brasil. Futebol sim faz parte da cultura brasileira. Desde criança, o brasileiro, em sua grande maioria, ganha uma bola de futebol, veste a camisetinha de um time de futebol e brinca de jogar futebol com os amiguinhos.

Embora não haja duvidas que o público brasileiro goste de mágicas e de ilusionismo, é importante que todos os profissionais da área realizem um trabalho de base com seu público, para que estas maravilhosas artes se consolidem num país "estrangeiro".

Trata-se de uma semeadura cuja colheita poderá demorar até décadas. Porém gerações futuras agradecerão por estas artes fascinantes fazerem parte de suas culturas.

O Brasileiro e o Ilusionismo

Monday, January 2, 2012


Fonte:
TED
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Pamela Meyer: Como detectar um mentiroso

Muitos me perguntam: "Você faz mágicas para crianças?", e eu digo: Sim, também. Mas não entendo o porque dessa pergunta, é como se fosse uma arte exclusiva para as crianças, mas o que tenho notado nos shows, principalmente quando faço close-up (mágicas próximas ao público) que os adultos se interessam tanto quanto as crianças e chego a uma conclusão óbvia: Mágica não tem idade, sexo, ou classe social, todos gostam, uns mais outros menos, mas a curiosidade pelo inexplicado o desejo de presenciar efeitos incríveis está presente em todos nós, quem não vai dar pelo menos uma olhadinha naquele mágico com um lenço nas mãos balançando pra lá e pra cá? O que será que vai sair de lá? De onde veio aquela pombinha? A curiosidade é despertada através da mágica e isso não está restrito apenas as crianças que já vivem num mundo de ilusões. Todos nós gostamos do impossível e dos desafios por isso a mágica entra ano e sai ano continua atual e incrível, encantando, surpeendendo e trazendo sentimentos variados para todas as pessoas,porque a mágica com certeza não tem idade, ela é universal, aproveite essa arte, conheça o ilusionismo e se apaixone pra valer...
Um ótimo 2012 para todos e mais um ano mágico Monsil traz muitas surpresas aqui no blog, até logo e um abraço...

Mágica não tem idade

Marco Tempest - The Kiss


É surpreendente como algumas mágicas só acontecem quando estamos prontos para apreciá-las.

Isto não significa que a mágica não tivesse acontecido antes. Mas que eu muitas vezes não estivesse maduro o suficiente para valorizá-la.

A maturidade em perceber mágicas não diz respeito apenas a idade que temos. Mas ao espírito de gratidão que conseguimos desenvolver.

Posso viver num mundo mágico repleto de desafios edificantes ou num mundo podre sem esperança nenhuma, onde cada dia é apenas mais um dia de vida na qual prazeres pequenos são a motivação para continuar.

Qual mágica queremos para nossas vidas? A decisão sempre está nas mãos do mágico e da platéia, pois ocupamos o tempo todo os dois papeis na vida.

Para os meus amigos que carinhosamente estão comigo em espírito, mesmo quando eu estava distante, que o ano novo seja um novo abrir das cortinas de um novo espetáculo onde o futuro é apenas um mistério, e o presente, a maior de todas as mágicas.

Que a fé se transforme em obras e que as materializações sejam bênçãos.

Obrigado.

A amizade é algo mágico

Sunday, January 1, 2012

Detect Lies - Scam School

Pessoa que perde visão pode ganhar alucinações.


Um dia, há poucos anos, Doris Stowens viu os monstros de "Where the Wild Things Are", de Maurice Sendak, invadindo seu quarto. Depois, as criaturas viraram dançarinos tradicionais tailandeses, de grandes unhas metálicas, cuja dança furiosa ia do chão ao teto pelas paredes.

Apesar de chocada, Stowens, 85, sabia que estava tendo alucinações e estava certa de que tinham relação com o fato de sofrer de degeneração macular, que afeta a visão.

"Sabia que algo estava acontecendo entre meu cérebro e meus olhos", disse ela.

Stowens disse que, desde que desenvolveu perda parcial da visão, várias vezes por semana vê paredes cor de rosa e colchas de bordado flutuando pelos pontos cegos de seus olhos.

De fato, as alucinações de Stowens são um resultado da síndrome Charles Bonnet, um distúrbio estranho, porém relativamente comum em pessoas com problemas nos olhos.

Como a maioria das pessoas com problemas de visão tem mais de 70 anos, a síndrome, que tem o nome do seu descobridor suíço do século 18, é mais encontrada entre os idosos. E como os idosos são mais suscetíveis à deterioração cognitiva, que pode incluir alucinações e fantasias, Charles Bonnet é facilmente confundida com doença mental.

Muitos pacientes que têm os sintomas não consultam um médico, por medo de serem chamados de doentes mentais.

"Não é uma doença rara. É bastante comum. Mas as pessoas não gostam de falar a respeito", disse V. S. Ramachandran, neurologista da Universidade da Califórnia em San Diego, que escreveu sobre a doença.

Os pesquisadores estimam que de 10% a 15% das pessoas cuja visão tem índice pior que 20/60 desenvolvem a doença. Qualquer problema na visão que gere pontos cegos ou visão fraca podem gerar a condição, inclusive catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular.

As alucinações podem variar de simples manchas coloridas até imagens vívidas de pessoas, cenários ou fantasmas de sonhos. As alucinações em geral são breves e não são ameaçadoras. As pessoas que têm a síndrome em geral compreendem que o que estão vendo não é real.

Nancy Johnson, 72, professora aposentada de San Diego cujo olho esquerdo foi removido por causa de tumores cancerígenos, diz que não se incomoda com as imagens.

"Vejo pequenas figuras geométricas que se encaixam", disse Johnson. "Como rabiscos na margem de um caderno. É interessante e distrai, mas não dá medo."

No entanto, a experiência também pode ser assustadora. Stowens, por exemplo, disse que as visões de monstros a assustaram.

"Não conseguia nem falar, meu coração estava disparado", disse ela.

Muitos pacientes ficam aliviados em saber que estão sofrendo simplesmente de um problema de visão, disse William O'Connell, especialista da Faculdade de Optometria da Universidade Estadual de Nova York, que já teve inúmeros pacientes com a síndrome de Charles Bonnet.

"Alguns pacientes me dizem: 'Achava que estava com um tumor no cérebro'", disse ele. "Ou: 'Pensei que estivesse tendo um derrame", ou 'Achei que estava com Alzheimer'".

Os especialistas dizem que não há remédios para aliviar os pacientes com Charles Bonnet e que, de fato, há pouco a se fazer para deter as alucinações, além de piscar, aumentar a luz da sala ou fazer outras mudanças no ambiente.

"Meu cérebro diz coisas que não quero saber."

Os pesquisadores dizem que as alucinações que definem a síndrome são, de alguma forma, similares a quando alguém sente vividamente um membro que foi amputado, ou ao fenômeno da audição fantasma, quando uma pessoa que está ficando surda ouve música ou outros sons. Em todos os três casos, as percepções são causadas por uma perda da informação sensorial que normalmente alimenta o cérebro incessantemente.

No caso da visão, o córtex visual primário é responsável por absorver as informações a formar imagens lembradas ou imaginadas. Essa função dupla sugere que a visão normal é de fato uma fusão da informação sensorial externa com informação sensorial gerada internamente.

O cérebro preenche o campo visual com o que está acostumado a ver ou com o que espera ver. Se você espera que a pessoa sentada ao seu lado esteja usando uma camisa azul, por exemplo, talvez de soslaio você veja erroneamente uma camisa vermelha como se fosse azul. Uma olhada mais direta permite que mais informações externas corrijam o erro.

"Em certo sentido, todos nós alucinamos o tempo todo", disse Ramachandran. "O que chamamos de visão normal é nossa seleção da alucinação que melhor se encaixa na realidade."

Com a perda extensa da visão, menos informações externas estão disponíveis para ajustar e guiar a tendência do cérebro de preencher os vazios sensoriais. Os resultados podem ser dançarinos tailandeses ou monstros de um livro infantil.

"O que acho mais interessante", disse Stowens da sua síndrome, "é que esse meu cérebro fica me dizendo coisas que não quero saber".

Fonte: The New York Times/2004 com Tradução: Deborah Weinberg

Artigo: Portal da Oftalmologia
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Síndrome de Charles Bonnet (CBS)