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Wednesday, September 26, 2012

Incrível paranormal revela seu "dom"

Monday, September 24, 2012

Incríveis Ilusões de Óptica Animadas!

Saturday, September 22, 2012

Um estudo realizado por cientistas sugere que uma proteína presente no olho humano pode atuar como uma “bússola”, ajudando as pessoas a se orientarem em relação ao campo magnético da Terra.


No experimento, os estudiosos da Universidade de Massachusetts retiraram de moscas da espécie Drosophila melanogaster proteínas chamadas criptocromos, que cientistas já haviam associado à sensibilidade que a mosca e outros animais, como aves migratórias, têm ao campo magnético terrestre.














A proteína extraída de humanos cumpre a mesma função da criptocromo presente nas moscas


Sem as proteínas, as moscas não manifestam a habilidade de navegação com base no campo magnético. Mas quando elas receberam as proteínas retiradas do olho humano, voltaram a ter essa capacidade.

A pesquisa, liderada pelo cientista Steven Reppert e divulgada na publicação científica Nature Communications, reacende a discussão sobre se os humanos, assim como moscas e aves migratórias, também são sensíveis ao campo magnético da Terra no que se refere à orientação.

Bússola humana 

As proteínas criptocromo estão presentes, em uma de suas duas variedades principais (criptocromo-1, a produzida pela Drosophila melanogaster, e criptocromo-2, encontrada nos humanos), em cada animal do planeta. Elas teriam ligação, por exemplo, com o chamado “relógio biológico” dos humanos e de outros animais.

Também já era conhecida a faculdade da proteína de regular a orientação de animais, como borboletas e aves migratórias. A grande descoberta desta pesquisa é que essa proteína presente nos humanos cumpriu a mesma função quando transplantada nas moscas.

Sensibilidade ao campo magnético da Terra 

Nos anos 1980, um estudo do cientista Robin Baker, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concluiu por meio de experimentos com milhares de voluntários que os humanos são, sim, sensíveis ao campo magnético da Terra.

O mecanismo que define essa sensibilidade e permite a orientação nunca foi, no entanto, descoberto. Nos anos seguintes, outros pesquisadores repetiram os experimentos, mas chegaram a conclusões contraditórias.

Ainda que já se saiba que a proteína criptocromo está por trás do senso de orientação em animais, ainda não se conhece o seu mecanismo exato de funcionamento. Segundo Steven Reppert, a dificuldade maior em provar que os seres humanos também têm sensibilidade aos campos magnéticos do planeta é que nós não nos darmos conta se isso acontece ou não.

“Eu ficaria muito surpreso se não tivermos esse sentido (sensibilidade ao campos magnéticos da Terra)”, diz o cientista. “Ele ocorre em vários outros animais. Acho que a questão é mostrar como usamos isso.”

Artigo Original: BBC Brasil

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Como os animais navegam pelo campo magnético da Terra
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Célula no olho humano detecta campo magnético da Terra

Wednesday, September 19, 2012

É sério: A técnica é conhecida por rumpologia. A vidente Jacqueline Stallone mora no estado da Califórnia.



A americana Jacqueline Stallone promete analisar as pessoas através do estudo de suas nádegas. A partir de fotografias de bumbuns, a vidente diz que consegue "descobrir" segredos e características individuais e fazer previsões para o futuro.
A mulher mora em Santa Monica, no estado da Califórnia.

Jacqueline destaca que a técnica, que é conhecida por rumpologia, consiste em ler as linhas, fendas, cavidades e dobras das nádegas do cliente com o objetivo de compreender seu passado e fazer previsões para o futuro.

Artigo original: G1
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Vidente faz previsões após 'ler' bumbum dos clientes

Sunday, September 16, 2012

Na Londres de 1921, a arrogante e cética Florence Cathcart é famosa por expor fraudes e ajudar a polícia a prender charlatões. Abaixo, o início deste soberbo filme de produção da BBC.




Leia depois de ver o vídeo: O início deste filme é maravilhoso, e nos faz pensar porquê por alguns detalhes. A última cena choca pela veracidade. A mesma mulher que estava sendo enganada pelos vigaristas mostra sua fúria por ter suas falsas esperanças despedaçadas.

Uma outra coisa que chama muito a atenção era a forma como as pessoas entravam em contatos com espíritos no passado e em como elas entram hoje. O Brasil é o país com o maior número de Kardecistas do mundo, apesar da doutrina ter nascido na França. O próprio Allan Kardec fala que começou suas pesquisas por conta dos fenômenos das mesas que levitavam (O Livro dos Espíritos), mágica que era popular em sua época, e que hoje é executada em festas infantis.


Abaixo: Harrry Houdini revelando o método de um charlatão da época.

Na década de 1920, Houdini voltou suas energias para desbancar os auto-proclamados paranormais e médiuns. A formação de Houdini em mágica lhe permitiu expor fraudes que tinham sucesso enganando muitos cientistas e acadêmicos . Ele era um membro de uma comissão científica americana que oferecia um grande prêmio em dinheiro para qualquer meio que conseguisse demonstrar habilidades sobrenaturais. Ninguém foi capaz de fazer isso, e o prêmio nunca foi ganho.

O primeiro a ser testado foi George Valentim de Wilkes Barre, Pensilvânia. Como sua fama como uma "Ghostbuster" cresceu, Houdini foi levado a assistir a sessões em disfarce, acompanhado por um oficial de polícia e um repórter. Possivelmente, o mais famoso por ele desmascarado foi  Mina Crandon, também conhecido como "Margery"Houdini narrou suas façanhas de exposição em seu livro, A Magician Among the Spirits, em co-autoria com o C. M. Eddy, Jr. (sem créditos).

Essas atividades de Houdini custaram a amizade de Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes). Doyle, um firme crente no espiritismo, em seus últimos anos, recusou-se a acreditar em qualquer das denúncias de Houdini. Doyle chegou a acreditar que Houdini era um médium espírita poderoso, e tinha realizado muitas das suas façanhas por meio de habilidades paranormais e estava usando essas habilidades para bloquear aqueles que por outros meios poderiam "desbancá-lo" (ver Conan Doyle, The Edge of The Unknown , publicado em 1931). Esta discordância levou esses dois homens a se tornarem antagonistas públicos e fez com que Sir Arthur visse Houdini como um inimigo perigoso.


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Friday, September 14, 2012

Vou compartilhar aqui um vídeo da HDNet e um artigo da BBC Brasil sobre Daniel Kish. Conheci pessoalmente cegos que, usando o mesmo método, descreviam os ambientes com detalhes. Este é capaz até de andar de bicicleta.




BBC Brasil, setembro de 2012

Daniel Kish é completamente cego desde que era um bebê, mas isso não o impediu de levar uma vida incrivelmente ativa que inclui realizar trilhas e praticar mountain bike.

Para se embrenhar essas atividades, ele desenvolveu uma forma de ecolocalização humana utilizando ondas sonoras para construir um retrato mental do que o cerca.

Seu método envolve estalar a língua contra o céu de sua boca. Quando Daniel Kish estala a sua língua, o mundo responde.

Carros, árvores, portas, postes na calçada, todos são identificados e mapeados em seu cérebro usando informações obtidas a partir do som que ecoa de uma série de estaladas de língua que ele faz duas ou três vezes por segundo.

Desde a infância, o jovem californiano desenvolveu uma espécie de técnica de sonar que permitiu que ele se locomovesse recorrendo à repetição de estaladas de língua. Essa técnica fez com que ele ficasse conhecido como ''homem-morcego'', um apelido que ele aprecia.

''É o mesmo processo usado por morcegos'', afirma. ''Você envia um som ou uma chamada, e ondas sonoras são ondas físicas, elas rebatem em superfícies físicas.''

''Assim, se uma pessoa está estalando a língua e está ouvindo as superfícies ao seu redor, ela é capaz de ter um senso instantâneo da posição destas superfícies."

Definindo formas


Os ecos são provenientes das estaladas de Kish e oferecem-no informações sobre a distância, tamanho, textura e densidade de um objeto. É o suficiente para que ele possa diferenciar, por exemplo, uma grade de metal de uma grade de madeira.

''Não é que eu seja capaz de diferenciar o metal da madeira, mas posso diferenciar a composição dessas estruturas. Por exemplo, uma cerca de madeira costuma ter uma estrutura mais espessa do que uma estrutura de metal e, quando a área é muito silenciosa, a madeira tende a refletir um som mais vívido do que o som do metal''.

Além de servir para que ele se guie e pratique esportes, Kish diz que sua técnica permite que ele aprecie a beleza das coisas ao seu redor.

''É possível obter um senso de beleza ou de aridez ou do que quer que seja a partir do som, bem como do eco. Mesmo arquitetura tem alguma distinção. É possível estalar a língua em direção a um prédio, por exemplo, e ouvir de volta se o prédio é ornamentado ou se não conta com ornamentos."

Em 2011, uma equipe de cientistas do Canadá escanearam os cérebros de dois voluntários cegos que se diziam capazes de realizar ecolocalização e duas pessoas com vista que não tinham o mesmo dom.

Durante o teste, os participantes ouviram duas gravações - uma contendo ecos e outras em que os ecos foram retirados.

Cérebros ativos


Os escâneres dos cérebros dos participantes revelaram atividades no sulco calcarino, parte do cérebro associada ao processo de visão, mas apenas no caso dos cegos que ouviam as gravações com ecos.

Nenhuma atividade em especial foi notada no córtex auditivo destes participantes. Um dos cientistas, Lore Thaler, afirmou: "Nós não sabemos exatamente o que eles estão vendo, mas eles seguramente estão usando a parte do cérebro que as pessoas com visão usam para enxergar."

Kish agora dedica boa parte de seu tempo a treinar outras pessoas nesta técnica, que ele chama de FlashSonar. Mais de 500 estudantes em pelo menos 25 países já realizaram o curso que é oferecido por uma organização sem fins lucrativos chamada
World Access for the Blind (Acesso Mundial para os Cegos).

Artigo Original - aqui
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Ecolocalização Humana

Wednesday, September 12, 2012

Alguns pesquisadores acreditam que certos animais usam bússolas internas próprias para se localizar nas migrações e grandes deslocamentos. Mas, para algumas pessoas, isso é pura fantasia. Agora, há boas evidências de que muitas espécies – incluindo pombos, tartarugas, galinhas, ratos, e possivelmente o gado – podem detectar o campo geomagnético da Terra, às vezes com uma precisão surpreendente.


Caroline Williams para NewScientist

As jovens tartarugas-cabeçudas, por exemplo, lêem o campo magnético da Terra para ajustar a direção em que nadam. Com a ajuda do sensor magnético, elas ficam sempre em águas quentes durante a primeira migração ao redor da borda do Atlântico Norte.

Com o tempo, elas parecem construir um mapa magnético mais detalhado, aprendendo a reconhecer as variações na intensidade e direção das linhas de campo, que são posicionadas mais acentuadamente em direção aos pólos e mais planamente no equador magnético.

O que não se sabe, entretanto, é como elas sentem o magnetismo. Parte do problema é que os campos magnéticos podem atravessar os tecidos biológicos sem os alterar, de modo que os sensores poderiam, teoricamente, estar localizados em qualquer parte do corpo. Além disso, a detecção poderia não precisar de uma estrutura especializada para isso, mas acontecer a partir de uma série de reações químicas.

Mesmo assim, muitos pesquisadores acreditam que os receptores magnéticos existem na cabeça das tartarugas e de outros animais. Eles poderiam ser baseados em cristais de magnetita, que se alinham com o campo magnético da Terra. Esse mineral já foi encontrado em algumas bactérias e em peixes como o salmão e a truta-arco-íris – que também parecem controlar o campo magnético da Terra à medida que migram.

Mas como uma tartaruga sabe o caminho correto em uma viagem de 14 mil quilômetros pelo oceano a partir dessa hipótese? Alguns pesquisadores apostam que a cabeça do animal seria puxada para o lado correto. Imagine que você está nadando, e quando você vai para o leste, a sua cabeça é puxada para o oeste – é mais ou menos essa a sensação que sentiriam as tartarugas.

Essa é uma das possibilidades. A outra é que pode haver fotopigmentos nos olhos dos animais, conhecidos como criptocromos, que detectam o campo magnético quimicamente e fornecem “dicas visuais” que podem ser usadas como uma espécie de bússola. Se for assim, o animal poderia ver o campo magnético através de padrões de mudanças, como um conjunto de luzes ou cores que se alteram dependendo da direção.

Há algumas evidências de que este pode ser o caso, pelo menos em alguns tipos de animais. Os criptocromos são encontrados na retina de aves migratórias e parecem ser ativados quando as aves estão voando e usando o campo magnético. Além disso, as células contendo criptocromo se conectam com uma região do cérebro que, quando removida, impede a habilidade da ave navegar pelo campo magnético.

Até descobrirmos como esses animais detectam o campo, infelizmente não chegaremos nem perto de saber o que eles vêem e sentem. Mas há um fio de esperança em chegarmos a uma conclusão, com a recente descoberta de que moscas de fruta e peixes-zebra podem detectar campos magnéticos.

Seus cérebros menores e menos complexos tornarão os estudos mais simples do que os que são feitos com as tartarugas selvagens e pombos. Quem sabe, em breve, descobriremos que espécie de bússola ou mapa está presente (e bem escondida) no corpo dos animais.

Artigo original - aqui
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Como os animais navegam pelo campo magnético da Terra

Friday, September 7, 2012

A associação de sentimentos a diferentes características tonais parte de nossa percepção da fala



Tente buscar na memória uma melodia que é capaz de mudar seu humor – é muito provável que a distância entre as notas seja a grande responsável pelas emoções despertadas, segundo estudo publicado na Plos One. O neurocientista Daniel Bowling, da Universidade Duke, analisou os intervalos, ou distâncias entre as notas, em melodias de música clássica ocidental e de ragas indianos e descobriu que, nos dois tipos de música, o tamanho do intervalo médio é menor em melodias associadas à tristeza e maior em melodias ligadas à alegria.

Bowling cita como exemplo dessa variação a Sonata ao Luar, um clássico do compositor alemão Ludwig van Beethoven. A melodia da primeira parte da peça, que envolve um pequeno conjunto de notas, evoca melancolia para a grande maioria dos voluntários que a ouvem. Já a segunda parte, mais alegre, compreende intervalos maiores entre as notas. Segundo o neurocientista, a música imita os padrões naturais de nosso instrumento mais primitivo: a voz. Para testar essa teoria, ele gravou 40 pessoas falando – metade delas em inglês e o restante em tâmil, um dialeto indiano. Ele observou que as emoções eram relacionadas a padrões melódicos semelhantes: quanto mais monótona a execução da fala, mais triste ela era considerada. “A associação de emoções a diferentes características tonais partiu de nossa percepção da fala”, diz Bowling.

Artigo Original: Revista Mente e Cérebro

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Emoções transparecem da mesma forma na música e na voz

Monday, September 3, 2012

Em um post anterior (este aqui) escrevi uma lista de livros correlacionados com o Mentalismo. Muita gente ficou me pedindo uma lista dos diretamente relacionados com a Arte. Fiz aqui a minha relação dos 5 melhores.

Linguagem Corporal:


A Linguagem das Emoções, Paul Ekman - É o melhor dos livros deste autor, e o único traduzido até o momento para o Português. Ele foi o consultor e sua vida foi inspiração para o protagonista da série Lie to Me. Preciso dizer mais?


What Every Body is Saying, Joe Navarro - Dos muitos livros sobre este assunto, este é o melhor. Escrito por um Agente do FBI aposentado, Joe apresenta uma consistente teoria para seus exemplos (um problema grave em outros livros sobre este assunto).

Hipnose:


Psicologia, Hipnose e Subjetividade, Maurício Neubern - Este é o melhor e mais completo livro de hipnose que eu já li (incluindo os muitos estrangeiros). É um livro que não foca na prática (que é só o que encontramos por aí), mas ele é antes de tudo, um livro sobre a história da hipnose.

Correlacionados: Não é possível falar em Mentalismo sem falar nas crenças que seus fundadores aproveitaram para construir suas rotinas. Dos muitos livros sobre o assunto, acho que não dá para ficar sem esses 2 abaixo.


O Mundo Assombrado pelos Demônios, Carl Sagan - Nesta obra, Carl Sagan, preocupado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam os espaços dos meios de comunicação, reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para tentar iluminar os dias e recuperar os valores da racionalidade. O autor aborda à falsa ciência, às concepções excêntricas e os irracionalismos que são acompanhados por lembranças de sua infância.


Paranormality, Richard Wiseman - O psicólogo Richard Wiseman desvenda a ciência sobre nossas crenças na paranormalidade. O autor nos leva a uma viagem de tirar o fôlego das verdades simples por trás das diárias afirmações extraordinárias, e ao longo do caminho, nos mostra algumas coisas realmente notáveis ​​sobre a forma como nossos cérebros funcionam.
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Top 5 Livros Diretamente Relacionados

Saturday, September 1, 2012

Mágico é Multado por usar Truque de Rival

Friday, August 24, 2012

Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam às vezes, e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino. Seu funcionamento e até mesmo sua existência são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada ainda como definitiva. A intuição leva o sujeito a acreditar com determinação que algo poderá acontecer.


Por Matthew Hutson
Psychology Today, 03 jul 2012

Muito provavelmente, em algum momento da sua vida, você já sentiu alguém olhando para você. Talvez você estivesse no supermercado. Talvez caminhando pela calçada. Talvez sentado em um ônibus. E com certeza, quando você virou a cabeça para olhar, os olhos do suspeito encontraram com o seu. Você só teve uma experiência anômala.

O trabalho da mente consciente é formar uma história de todas as nossas sensações e reflexões. A vida como uma experiência não é apenas uma série de pensamentos desconexos e eventos, é uma narrativa coerente com um desdobramento em um universo ordenado. Mas às vezes temos experiências que não cabem em nossas expectativas e pode até contradizer o que a ciência nos ensinou ser possível. Em nossas tentativas de acomodar tais fenômenos sozinhos, muitas vezes nos voltamos para não comprovadas forças ou entidades. Começamos a acreditar no paranormal.

Experiência anômala deste tipo varia em sentir uma vibração estranha em uma sala a sentir-se fora do seu próprio corpo. Nós muitas vezes explicamos tais experiências usando conceitos relacionados aos espíritos, sorte, feitiçaria, poderes psíquicos, energia vital, ou mais terrestres (e extraterrestres) entidades. Tais explicações são muitas vezes mais atraentes, ou pelo menos mais intuitivas, culpar uma experiência ímpar em um truque da mente.

Uma das experiências mais comuns anômalos é a sensação de estar sendo observado. Quando você vê alguém olhando diretamente para você, as emoções se tornam ativadas-que pode ser emocionante ou reconfortante, ou assustador, e esta carga visceral pode dar a impressão de que quem olha transfere energia. Além disso, se você se sentir desconfortável e verificar para ver se alguém está olhando para você, seu movimento pode chamar a atenção confirmando suas suspeitas.

Outra experiência comum é déjà vu, um fenômeno que duas em cada três pessoas relatam. A maioria de nós minimiza-a como um soluço mental. De fato, os pesquisadores propõem que é uma sensação de familiaridade sem uma lembrança de que por que algo é familiar, ou talvez um problema de tempo no cérebro onde os pensamentos são experimentados duas vezes por causa de ligeiro um atraso de fiação, dando a segunda ocorrência uma estranha sensação de repetição. Mas algumas pessoas acreditam que é um vislumbre de uma vida passada.

Embora as experiências anômalas possam ser associadas com situações estressantes, patologias pessoais, ou déficits cognitivos, as experiências em si não podem ser sempre tão ruins, e podem realmente ser invenções saudáveis. São apenas as nossas tentativas de dar sentido a uma situação estranha. Afinal, não há nada melhor para mente do que uma boa história.

(...)

O artigo continua de maneira magistral falando sobre:

O Significado das Coincidências
Habilidades Psíquicas
Próximo da Morte ou Experiências fora do Corpo
Contato com Espíritos

Para continuar lendo (em Inglês)- Aqui.

Este artigo é uma sequência do post publicado em http://magicaemcena.blogspot.com.br/2012/08/procurando-por-coincidencias.html

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Seu Sexto Sentido

Tuesday, August 21, 2012

Às vezes você está pensando em uma pessoa e o telefone toca. Quando você atende quem liga para você é exatamente aquela pessoa que estava na sua mente. Se você fica impressionado com uma coincidência destas, ficará de queixo caído com as que verá a seguir.

10. O isqueiro dourado


Nos anos 1890, o Príncipe de Gales deu de presente um isqueiro dourado para um amigo caçador de raposas Edward Southern. Um dia, durante uma caçada, Southern caiu de seu cavalo e o isqueiro soltou-se de sua corrente e perdeu-se. Southern mandou fazer uma réplica e a deixou de herança para seu filho Sam. Enquanto viajava pela Austrália, Sam deu de presente o isqueiro para um amigo, o senhor Labertouche. Quando ele retornou à Inglaterra, Sam descobriu que um fazendeiro havia encontrado o isqueiro original (vinte anos após a sua perda) quando lavrava seu terreno. Sam escreveu para seu irmão que estava viajando pela América para contar as boas novas, que por sua vez leu a carta em voz alta para sua companhia de viagem em um trem. Por um golpe de sorte bizarro, seu amigo estava carregando a réplica do isqueiro que havia ganhado do Sr. Labertouche.

9. Raios


As chances de ser atingido por um raio são bem pequenas; as chances de ser atingido por um raio duas vezes (em dias diferentes) é praticamente inexistente; então, quais são as chances de ser atingido por raios sete vezes? Com o detentor do recorde mundial, Roy Sullivan, os eventos aconteceram da seguinte maneira:

1942 – Sullivan foi atingido pela primeira vez , na perna, quando estava em um mirante. O raio o fez perder a unha de seu dedão do pé.
1969 – O segundo raio o atingiu em seu caminhão enquanto dirigia por uma montanha, deixando-o inconsciente e queimando suas sobrancelhas.
1970 – O terceiro queimou seu ombro esquerdo enquanto ele estava em seu quintal.
1972 – O próximo aconteceu em uma estação de guarda-florestal. O raio queimou seu cabelo e depois disso, ele começou a carregar uma garrafa de água consigo.
1973 – Um raio atingiu Sullivan na cabeça, o atirou de seu carro, e de novo queimou seu cabelo.
1974 – Sullivan foi atingido pelo sexto raio em um área de acampamento, machucando seu tornozelo.
1977 – O sétimo e último raio o atingiu enquanto pescava. Sullivan foi hospitalizado com queimaduras em seu peito e estômago.

8. Cruzamento ferroviário


Em 1991, Cristina Vernoni, 19 anos, foi morta em um cruzamento ferroviário sem vigilância em Reggio Emilia, no norte da Itália. Quatro anos depois, seu pai de 57 anos estava indo de carro para o trabalho, seguindo seu caminho habitual, que o levou ao mesmo cruzamento, quando seu carro foi atingido por um trem. Foi arrastado por quase onze metros antes do trem finalmente parar. Uma coincidência maior ainda: o condutor do trem, Domenico Serafino, era o mesmo do trem que matou a filha de Vernoni quatro anos antes. Investigadores afirmaram que a morte foi completamente acidental, descartando o suicídio.

7. Coincidência picante


Em março de 1951, Denis o Pimentinha nasceu… duas vezes. Com apenas três dias de diferença (mas com a mesma estréia), Hank Ketcham nos Estados Unidos e David Law no Reino Unido criaram suas primeiras tirinhas contendo um personagem de nome idêntico. Ambos não tinham ideia da história em quadrinhos do outro, mas quando tomaram conhecimento da coincidência, decidiram que ambos continuariam escrevendo suas tirinhas sem interferirem na do outro. Uma coincidência maior ainda é o fato dos dois personagens Denis O Pimentinha vestirem suéteres listrados.

6. Sr. Robertson


Em 15 de outubro de 1952, Robert Paterson tentou embarcar no trem da Amtrak de Phoenix para Los Angeles, nos Estados Unidos. O condutor o informou que Robert Paterson já estava a bordo. Depois de uma checagem rápida, descobriram que ambos possuíam passagens. Os homens tinham altura, peso e aparência semelhantes. A caminho de Los Angeles, o trem fez uma parada de emergência em Barstow para pegar outro passageiro: Robert Paterson. O terceiro Sr. Paterson também tinha aparência semelhantes aos dois primeiros. Quando o trem chegou em Los Angeles, os três Robert Patersons desembarcaram e seguiram seus respectivos caminhos. O trem preparou-se para seu retorno a Phoenix e, enquanto os novos passageiros embarcavam, o condutor não conseguia acreditar que um quarto Robert Paterson estaria a bordo.

5. O vizinho espião


Quando Normal Mailer começou a escrever Barbary Shore, não havia planos de ter um espião russo como personagem. Enquanto ele trabalhava no romance, Mailer introduziu o espião russo em solo americano como um personagem menor, mas a medida que o trabalho progredia, o espião tornou-se um personagem dominante. Depois do romance ter sido terminado, o Serviço de Imigração dos EUA prendeu um homem que vivia no andar de cima, no mesmo prédio do escritor. Ele era o Coronel Rudolf Abel, acusado de trabalhar como espião da Rússia nos Estados Unidos na época.

4. Invasão no Dia-D


As respostas da famosa cruzadinha do Daily Telegraph deram uma dor de cabeça feia aos agentes de segurança responsáveis por manter em segredo os planos da invasão da Europa pelos aliados em Junho de 1944. Membros do MI5, o serviço de contra-espionagem Britânico que costumavam se entreter com esse passatempo durante as horas vagas, perceberam que algumas das pistas aparentavam entregar codinomes vitais, inventados para mascarar o maior ataque de todos os tempos.

Dois agentes foram enviados para Leatherhead, em Surrey, para investigar se a cruzadinha do jornal estava sendo usada para alertaer os alemães. Quando interrogado sobre o por quê de ter escolhido tais palavras, o responsável pela cruzadinha, Leonard Dawe, um professor de 54 anos, respondeu “por que não? Existe alguma lei contra usar palavras que ele gostava?”. A honestidade da resposta convenceu o MI5 que Dawe não tinha conhecimento da estratégia de invasão do Dia-D. Suas respostas para a cruzadinha eram apenas mais uma das espantosas coincidências da vida.

3. Luís XVI azarado


Quando o rei da França Luís XVI era criança, ele foi avisado por um astrólogo para sempre estar em guarda no 21º dia de cada mês. Luís ficou tão aterrorizado que ele nunca fazia negócios neste dia. Infelizmente Luís não estava sempre em guarda e em 21 de junho de 1791, depois da revolução francesa, Luís e sua rainha foram presos em Varennes enquanto tentavam fugir da França. Em 21 de setembro de 1791, a França aboliu a realeza e proclamou-se república. Finalmente, em 21 de janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi executado na guilhotina.

2. Coincidência Lincoln-Booth


Uma coincidência interessante é o fato de Edwin Booth ter salvado o filho de Abraham Lincoln de um acidente grave ou mesmo da morte. O incidente aconteceu na plataforma do trem de Jersey City, New Jersey, no final de 1864 ou início de 1865, pouco antes do irmão de Edwin, John Wilkes Booth assassinar o presidente Lincoln. Booth não sabia a identidade do homem cuja vida ele salvou até alguns meses depois, quando recebeu a carta de um amigo, Coronel Adam Badeau, que era um oficial na equipe do General Ulysses S. Grant. Badeau ouviu a história de Robert Lincoln, que então se juntou ao Exército da União e também servia na equipe de Grant. Na carta, Badeau cumprimentou Booth pelo seu ato heróico. Dizem que o fato dele ter salvado a vida do filho de Abraham Lincoln o confortou após o assassinato do presidente pelo seu irmão.

1. Coincidência titânica


Em 1898 Morgan Robertson lançou “Futility, or the Wreck of the Titan”. Um palácio flutuante zarpou de Southampton, Inglaterra em abril de 1898 em um viagem pelo Atlântico. Era o maior e mais luxuoso navio já construído e foi projetado para ser inafundável. Estava destinado para os EUA, mas nunca alcançou seu ponto final pois seu casco foi destruído por um icerberg e afundou, causando grandes perdas pois não havia botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros (24 botes para 3000 passageiros). O navio se chamava Titan.

Em 1912, um grande navio de luxo que foi construído para ser inafundável zarpou de Southhampton, Inglaterra para os EUA. Em sua primeira viagem pelo Atlântico, o navio atingiu um iceberg que destruiu o casco e afundou. Havia somente 24 botes salva-vidas para todo o navio (cerca de 2200 pessoas) e muitos morreram. O navio se chamava Titanic.

Publicado originalmente em Hype Science.


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10 Surpreendentes Coincidências

Monday, August 20, 2012

Um pesquisador de psicologia (e mágico) explica o que acontece depois de ouvir "pense em uma carta" 


Por Jay Olson
Scientific American 31-jul-2012

Pense em uma carta. Tem uma em mente?


Embora possa fazer sentido como uma escolha livre, pense de novo: A maioria das pessoas escolhem uma das quatro cartas, de um baralho de 52. Por enquanto, lembre-se da sua carta - vamos voltar a ela mais tarde.

Por milhares de anos, os mágicos têm espantado o público com o desenvolvimento e aplicação de intuições sobre a mente. Mágicos qualificados podem manipular memórias, controle de atenção, e influenciar escolhas. Mas mágicos raramente sabem por que esses princípios funcionam. Estudar mágica pode revelar os mecanismos da mente que permitem esses princípios, para descobrir o porquê e não apenas o como.

Alguns destes princípios, como ilusões e desorientações, recentemente levaram a descobertas interessantes. Por exemplo, num estudo, um mágico atirou a bola para o ar algumas vezes. No terceiro lançamento, no entanto, ele só fingiu jogar. Dois terços dos participantes disseram ter visto a bola desaparecer no meio do ar, mesmo que ela nunca tenha saido de sua mão. Os participantes viram algo incrível - algo que nunca aconteceu de verdade.

Outro exemplo é a desorientação, onde o mágico esconde o segredo manipulando o que o público percebe ou pensa. Um estudo acompanhou os movimentos dos olhos dos participantes enquanto mostraram-lhes um truque de desaparecimento de um cigarro. Mesmo que os participantes olhem diretamente para o movimento secreto, não percebem que a sua atenção foi dirigida para outro lugar. Eles olham, mas não vêem, graças a desorientação do mágico.

Outros princípios de mágica envolve truques com cartas. Mágicos podem, muitas vezes, influenciar a pessoa escolher um carta especial de um baralho, ou mesmo saber que carta a pessoas vai escolher quando solicitada a pensar em uma. Estudar esses fenômenos poderiam nos ajudar a aprender sobre a mente, assim como o estudo de ilusões e desorientação.

Mas antes que possamos entender a mágica de cartas, temos que entender exatamente como as pessoas percebem elas mesmas as cartas. Para fazer isso, eu me juntei com outro pesquisador e mágico, Alym Amlani, bem como o professor Ronald Rensink da Universidade de British Columbia. Nós aplicamos técnicas bem conhecidas da ciência da visão para medir como as pessoas vêem, lembram, como escolhem cada uma das 52 cartas de um baralho. Por exemplo, as pessoas viram rapidamentes cartas mostradas uma após a outra em um computador enquanto procuravam uma carta-alvo; sua precisão indicada visibilidade da carta. Para medir a escolha, pedimos mais de mil pessoas para o nomear ou visualizar a carta, em seguida, registraram suas seleções.

Medir estes fatores nos permitiu testar intuições dos mágicos sobre diferentes cartas. Nossos resultados confirmaram várias dessas intuições. Por exemplo, os mágicos acreditam que as pessoas tratam o Ás de Espadas e Rainha de Copas de maneira diferente das outras cartas. Com certeza, precisão para detectar e lembrar foi maior para o Ás de Espadas, e as duas cartas estavam entre as mais queridas e frequentemente escolhidas. Outras cartas escolhidas com freqüência foram os Setes e os Três, de acordo com outros estudos sobre como as pessoas escolhem números.

Mágicos também acreditam que eles sabem que cartas são menos propensos a serem  escolhidas pelas pessoas. Agora, considere: Qual a carta que você acha que as pessoas vão citar o menos frequência?

Para muitos mágicos, a resposta é Paus de valor mediano, como o Seis de Paus. Outros parecem compartilhar essa crença; hecklers por vezes, acabam escolhendo o Seis durante truques de mágica. De fato, durante o teste piloto, quando perguntado para citar uma carta de várias pessoas presunçosamente afirmaram: "Seis de Paus!", Talvez tentando agir de forma imprevisível. Mas ao fazer isso, eles de fato agiram de forma mais previsível. Como se viu, no entanto, foram os Noves pretos que foram os menos escolhidos. Das 1150 seleções feitas por pessoas em nosso experimento, estas cartas foram escolhidas apenas quatro vezes.

Várias outras crenças comuns também foram desaprovadas. Por exemplo, os mágicos dizem muitas vezes que, quando pedem para nomear uma carta, as mulheres escolhem a Rainha de Copas mais que os homens. Em nossa amostra, encontramos o oposto: os homens escolheram a Rainha de Copas mais do que mulheres, e as mulheres escolheram o Rei de Copas mais do que os homens.

Outros resultados parecem ser completamente novos. Por exemplo, as pessoas detectaram a maioria das cartas igualmente bem, exceto pelo Seis Copas e Ouros, que pareciam ser mais "enevoados" do que quaisquer outras cartas. Em outras palavras, as pessoas viram Seis vermelhas que não estavam lá. Além disso, as mulheres parecem preferir cartões de números inferiores, e os homens preferiram mais altos. Nós não sabemos o por quê.

Um resultado final interessante foi que, a formulação exata da pergunta pareceu influenciar a carta que a pessoa escolheu. Quando lhe pediram para nomear uma carta, mais da metade das pessoas escolheram uma das quatro cartas: o Ás de Espadas (25%), ou da Rainha (14%), Ás (6%), ou Rei (6%) de Copas. Se você é como a maioria das pessoas, você pode ter escolhido uma destas cartas, quando perguntado no início deste artigo. (A lista completa de cartas e suas freqüências também está disponível.)

Mas quando perguntamos para visualizar a carta, as pessoas pareciam escolher o Ás de Copas com mais freqüência. Em nossa amostra, eles escolheram quase duas vezes mais quando solicitado a visualizar (11%) em vez de nomear (6%) uma carta. Talvez alguma coisa sobre o processo de visualização torne as pessoas mais propensas a pensar nesta carta em particular.


Estudos sistemáticos como esses podem ajudar a formar a base de uma psicologia de mágica de cartas. Mágicos podem melhorar seus truques por saberem como as pessoas escolhem suas cartas com maior ou menor frequência. Enquanto isso, os psicólogos podem acompanhar descobertas inesperadas para entender por que as pessoas podem "perder de vista" as Seis vermelhas ou porque a formulação de uma pergunta pode trazer diferentes cartas à mente.

E este é apenas o começo. Aplicando estes resultados, podemos desvendar os mecanismos por trás dos princípios da mágica de cartas. Se os mágicos podem influenciar as decisões do público, que fatores permitem essa influência? Por que as pessoas ainda sentem que têm uma escolha livre? As respostas a estas perguntas podem fornecer novos insights sobre persuasão, marketing e tomada de decisão. Por fim, esperamos desenvolver uma ciência da mágica, onde quase qualquer truque pode ser entendido em termos de seus mecanismos psicológicos subjacentes. Tal ciência pode manter os segredos da magia, enquanto revela os segredos da mente.

Artigo original - Aqui
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Revelando a Psicologia da Mágica de Cartas

Saturday, August 18, 2012

Ela é um dos mistérios mais impenetráveis da natureza humana. Mas está longe de ser uma lenda: a intuição não só existe como é essencial para a nossa vida. E as decisões motivadas por ela podem ser melhores que as mais racionais. Saiba como usar essa ferramenta do cérebro.

Por Reinaldo José Lopes
Super Interessante março de 2010

A intuição humana é um fenômeno tão bizarro quanto comum. Quem nunca sentiu aquele comichão na boca do estômago dizendo "tem alguma coisa aí"? Mesmo os casos em que não há tragédia no meio não são menos assustadores. Existem pessoas cuja intuição é tão poderosa que elas parecem capazes de ler a mente das pessoas. Não só das pessoas: o psicólogo americano Silvan Tomkins, por exemplo, enriqueceu apostando em cavalos porque, segundo ele, sabia se um animal poderia vencer "só de olhar a expressão no rosto dele". Mas e aí? Tudo isso é real? A intuição é mesmo capaz de ler mentes? E de prever o futuro? A resposta é contraintuitiva.

Mas o que é intuição, afinal de contas? Grosso modo, dá para dizer que existem 3 tipos bem diferentes. O 1º é aquilo de saber o que outra pessoa está sentindo sem fazer força. É "ler a mente" dos outros. O 2º tipo de intuição é o que tem a ver com a experiência: você pratica tanto alguma coisa que não precisa mais pensar para fazê-la - tipo trocar as marchas do carro. Só que algumas pessoas aprendem a fazer coisas bem menos banais. Quase sobrenaturais, na verdade. O 3º tipo é o mais polêmico: a capacidade de prever o futuro.

Continue lendo Aqui

Jogo da Intuição (baseado em Linguagem Corporal)

Posts anteriores sobre Linguagem Corporal: Aqui.
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O Poder da Intuição

Tuesday, August 14, 2012

Todo mundo adora uma coincidência. Poucos concordam se é significativo.

Por: Kaja Perina

Isaac Asimov afirmou que os avanços da ciência não começam com momentos "Eureka". Pelo contrário, alguém simplesmente diz: "Isso é divertido." A observação de Asimov também destaca os extremos com que as pessoas respondem ao fenômeno de coincidência.

A nossa tendência de ver padrões em todos os lugares significa às vezes que descobrimos maravilhosas verdades sobre o mundo. Assim como, muitas vezes, somos levados subjetivamente cul-de-sac (um caminho sem progresso). Na história de capa deste mês (Psychology Today), "A estranheza insuportável de ser", Matthew Hutson explora por que as pessoas, algumas em particular, glorificam experiências anômalas.

Nossos cérebros são mísseis buscadores de padrões que não podem deixar de notar coincidências; se devemos nós incutir com um significado esse é outro assunto. A tendência para aprender uma nova palavra ou conceito apenas para "de repente" encontrá-lo em todos os lugares atinge pessoas em um lugar entre o notável ​​e o milagrosa, embora possa ser explicado pela capacidade do nosso cérebro para atenção seletiva: Nos mantemos centrados a novos estímulos, enquanto filtramos inumeráveis dados não relacionados.

Há um termo obscuro flutuando ao redor do que descreve termos obscuros ou idéias que se sente de maneira onipresente, logo que eles estão em nosso radar: o fenômeno Baader-Meinhof*.

Engraçado, eu pensei, no primeiro encontro com o termo. É agora a Baader Meinhof obscura o suficiente para estampar um neologismo sobre a obscuridade? (Eu vivi na Alemanha quando criança, por isso, em minha mente, este grupo terrorista foi extinto de vez sobre o fim da Al-Qaeda). Essa desconexão atualmente capta um elemento complicado na coincidência: "Baader-Meinhof" é sobrecarregado por aqueles tocados por ele; simples trivia para todo o resto.

Nós podemos muito bem concordar sobre o que constitui coincidência, mas não quando ao seu significado. Duas famílias que visitam Disneyland no mesmo dia são pontos de dados. Quando as famílias contém um menino e uma menina que anos depois se encontram e se casam, o casal em questão chama isto de sorte. Se isso acontece com você: "Eureka!" Para qualquer outra pessoa: "Isso é engraçado."

Não me interpretem mal, eu adoro ler sobre o triunfo do acaso, tanto quanto a pessoa ao lado e sua publicação. O New York Times publicou recentemente um artigo divertido sobre dois anúncios de casamento altamente coincidentes. Há um certo chame em ver alguém receber um prêmio existencial, mesmo que geralmente não fique ofegante por isso. Mas há também a satisfação em compreender como o cérebro é movido para apoderar-se desses momentos desde o início.

*- A ilusão em que uma palavra, um nome ou outra coisa que tenha vindo recentemente a atenção de repente aparece em "qualquer lugar" com freqüência improvável.

Artigo fonte: Aqui
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Procurando por Coincidências

Saturday, August 11, 2012

Chinês é recordista em cortar fruta com baralho

Friday, August 10, 2012


Alfred Lukyanovich Yarbus (1914-?) foi um psicólogo russo que estudou os movimentos dos olhos, entre os anos de 1950 e 1960.  

Yarbus foi pioneiro no estudo dos movimentos sacárdicos em imagens complexas, gravando os movimentos oculares realizados por observadores durante a visualização de objetos naturais e cenas comuns. Neste trabalho muito influente, Yarbus mostra que as trajectórias seguidas pelo olhar dependem da tarefa que o observador tem a executar. O olhar tende a saltar para trás e para frente entre as mesmas partes da cena, por exemplo, os olhos e a boca da figura de um rosto.

Se foi feito ao observador perguntas específicas sobre a imagem, os seus olhos se concentrar em áreas das imagens de relevância para as perguntas. 

Yarbus também inventou a ventosa de sucção, uma versão do que inclui um sistema óptico que pode ser presa por sucção para o olho humano para estudar as percepções visuais na ausência de movimentos dos olhos, uma condição de laboratório, chamado de estabilização da retina.


Vários fenômenos são criados com este conhecimento, muito abordado no livro "Truques da Mente". Exemplo deste efeito - AQUI

Abaixo, posts anteriores sobre fenômenos ligados a visão:

Post anterior sobre Síndrome de Charles Bonnet (Pessoa que perde parte da visão pode ganhar alucinações)

Post anterior sobre Estereograma (Um estereograma é uma técnica de ilusão de óptica, onde a partir de duas imagens bidimensionais complementares, é possível visualizar uma imagem tridimensional)

Post anterior sobre Imagem Híbrida (Uma imagem híbrida é uma imagem que vista de longe parece uma coisa, de perto parece outra)
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Yarbus e o Estudo do Movimento dos Olhos

Thursday, August 9, 2012

O que faz as pessoas serem boas ou más? Segundo o Dr. Love: Oxitocina.





















"O acadêmico americano Paul Zak é famoso entre seus colegas por duas coisas desconcertantes que faz com as pessoas logo depois de conhecê-las. A primeira é abraçá-las: ele me vê chegando quando ainda estou do outro lado da sala em seu clube no centro de Manhattan, em Nova York, e se levanta lépido, ignora minha mão estendida e me envolve em seus braços. A segunda coisa é enfiar agulhas nos braços delas para tirar sangue. (...)

A sede de sangue humano que o dr. Zak sente se deve a seu interesse no hormônio oxitocina, sobre o qual ele se tornou um dos maiores especialistas mundiais. Conhecida há muito tempo como hormônio reprodutivo feminino --desempenha papel fundamental no parto e na amamentação--, a oxitocina emerge das pesquisas de Zak como algo muito mais abrangente: ela seria a "molécula da moralidade" subjacente a toda a virtude, a confiança, o afeto e o amor humanos.

Nas palavras dele, ela é "uma cola social que mantém a sociedade unida". O subtítulo de seu livro, "as surpreendentes descobertas sobre a substância que desperta o melhor em nós", dá um indício da escala de sua ambição, que envolve nada menos que a explicação de grandes questões filosóficas e religiosas por meio de uma única substância química presente no fluxo sanguíneo."

Para ler o artigo completo

Abaixo, uma das melhores palestras que eu já assisti no TED.


Mais uma dica do meu amigo Antônio Azevedo do Blog Psicomagia.
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O que faz as pessoas serem boas ou más?

Wednesday, August 8, 2012

Mágico anima trem a caminho de Parque Olímpico

Tuesday, August 7, 2012

O estímulo sublimitar é aquele que é recebido abaixo do limite da percepção consciente.


Abaixo uma figura que é um estímulo associativo, mas não um estímulo subliminar, pois podemos observá-lo se tivermos atenção.


Abaixo um trecho escrito por Reginaldo De Franceschi Junior:

"Levando em consideração a função da atenção na propaganda (que é o despertar o interesse do espectador em relação ao produto ou serviço anunciado) justamente com os fatos aqui levantados, é possível notar possibilidades concretas de influência subliminar nessa etapa da comunicação: a capacidade de influência subliminar em reações e respostas conscientes poderia ser dirigida para otimizar o efeito da propaganda sobre o receptor, no tocante à atenção.

Segundo as comprovações das experiências, estímulos subliminares são frequentemente recebidos e assimilados, mas nunca exibem uma resposta consciente direta, sendo medidos indiretamente, através de métodos como as SCR*, por exemplo. Por conta disso, não seria possível utilizar qualquer meio subliminar para produzir um efeito consciente perceptível em um indivíduo. Isso fica evidente no estudo de Van den Hout, o qual observa que mesmo pacientes expostos subliminarmente às suas fobias não reagem conscientemente ao estímulo. Por outro lado, Milner e Goodale apresentaram evidências inegáveis de que pacientes com sérias dificuldades cognitivas podem desempenhar tarefas com relativo sucesso baseando-se apenas em sua percepção subliminar.

No contexto da propaganda, tais características indicam que um estímulo subliminar recebido gera um inpacto inconsciente, o qual exercerá alguma influência, positiva ou negativa, na reação posterior do indivíduo em relação à propaganda. Sendo assim, uma determinada propaganda poderia ser beneficiada por um estímulo anterior, o qual exerceria a função de prime, caso esse contivesse uma mensagem consistente e consonante com a propaganda. Por outro lado, frisa-se que esse estímulo, por si só, não produziria qualquer resultado consciente, contrariando as reação típicas atribuídas às propagandas subliminares."

*SCR - Skin Conductance Response, registros de mudanças da condutividade da pele.


Excelente tese de Reginaldo De Franceschi Junior sobre o tema (download direto em pdf) - Limiar: uma visão publicitária sobre os limites da percepção

Um post anterior sobre o assunto - Derren Brown Subliminal Advertising
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Mensagem Subliminar na Propaganda