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Saturday, October 6, 2012

Região frontal do cérebro atua no preconceito contra eventos adversos



Ao formar crenças e valores, a maioria das pessoas tende a incorporar notícias boas e a ignorar as ruins. Agora, um novo estudo internacional descobriu que uma região específica do cérebro é responsável pelo preconceito contra tudo o que é negativo.

Os resultados estão descritos na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.

Esse comportamento inerente ao ser humano é capaz de reduzir o impacto social de informações desfavoráveis, mas, por outro lado, acaba gerando "bolhas de otimismo", como a que estourou no sistema financeiro mundial em setembro de 2008. Antes de a crise vir à tona, economistas e analistas de vários países haviam ignorado diversos sinais de que o mercado imobiliário dos EUA entraria em colapso, levando a um efeito dominó no restante do globo.

A pesquisadora Tali Sharot e colegas – da University College de Londres, da Universidade da Pensilânia, nos EUA, da Universidade Livre de Berlim e da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha – avaliaram 30 voluntários saudáveis, divididos em três grupos. Eles foram submetidos a uma estimulação magnética transcraniana, método não invasivo e indolor que aplica ondas eletromagnéticas no cérebro.

Os cientistas descobriram que uma área chamada "giro frontal inferior" (IFG, na sigla em inglês), localizado na parte da frontal da cabeça, pode estar envolvida na assimilação de coisas boas e na rejeição das ruins.

A região foi estimulada e, depois, os autores pediram aos participantes para estimarem a probabilidade de experimentar 40 eventos adversos na vida – desde um roubo de carro até uma doença de Alzheimer. Após as respostas, os indivíduos ficaram sabendo da probabilidade média de aquelas situações acontecerem a uma pessoa com perfil socioeconômico parecido ao deles.


Em seguida, os voluntários foram solicitados a recalcular a estimativa, e os pesquisadores observaram que aqueles que receberam estímulos no lado esquerdo do IFG apresentaram uma tendência maior a incorporar notícias ruins em suas crenças, enquanto os que receberam estimulação na parte direita ou fizeram parte do grupo de controle mostraram o comportamento típico.

Apesar disso, interromper a parte esquerda do IFG não alterou processos como o aprendizado e a tomada de decisões, segundo os autores.

Artigo original: G1

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Área do cérebro é responsável por ignorar notícias ruins

Saturday, September 22, 2012

Um estudo realizado por cientistas sugere que uma proteína presente no olho humano pode atuar como uma “bússola”, ajudando as pessoas a se orientarem em relação ao campo magnético da Terra.


No experimento, os estudiosos da Universidade de Massachusetts retiraram de moscas da espécie Drosophila melanogaster proteínas chamadas criptocromos, que cientistas já haviam associado à sensibilidade que a mosca e outros animais, como aves migratórias, têm ao campo magnético terrestre.














A proteína extraída de humanos cumpre a mesma função da criptocromo presente nas moscas


Sem as proteínas, as moscas não manifestam a habilidade de navegação com base no campo magnético. Mas quando elas receberam as proteínas retiradas do olho humano, voltaram a ter essa capacidade.

A pesquisa, liderada pelo cientista Steven Reppert e divulgada na publicação científica Nature Communications, reacende a discussão sobre se os humanos, assim como moscas e aves migratórias, também são sensíveis ao campo magnético da Terra no que se refere à orientação.

Bússola humana 

As proteínas criptocromo estão presentes, em uma de suas duas variedades principais (criptocromo-1, a produzida pela Drosophila melanogaster, e criptocromo-2, encontrada nos humanos), em cada animal do planeta. Elas teriam ligação, por exemplo, com o chamado “relógio biológico” dos humanos e de outros animais.

Também já era conhecida a faculdade da proteína de regular a orientação de animais, como borboletas e aves migratórias. A grande descoberta desta pesquisa é que essa proteína presente nos humanos cumpriu a mesma função quando transplantada nas moscas.

Sensibilidade ao campo magnético da Terra 

Nos anos 1980, um estudo do cientista Robin Baker, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concluiu por meio de experimentos com milhares de voluntários que os humanos são, sim, sensíveis ao campo magnético da Terra.

O mecanismo que define essa sensibilidade e permite a orientação nunca foi, no entanto, descoberto. Nos anos seguintes, outros pesquisadores repetiram os experimentos, mas chegaram a conclusões contraditórias.

Ainda que já se saiba que a proteína criptocromo está por trás do senso de orientação em animais, ainda não se conhece o seu mecanismo exato de funcionamento. Segundo Steven Reppert, a dificuldade maior em provar que os seres humanos também têm sensibilidade aos campos magnéticos do planeta é que nós não nos darmos conta se isso acontece ou não.

“Eu ficaria muito surpreso se não tivermos esse sentido (sensibilidade ao campos magnéticos da Terra)”, diz o cientista. “Ele ocorre em vários outros animais. Acho que a questão é mostrar como usamos isso.”

Artigo Original: BBC Brasil

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Célula no olho humano detecta campo magnético da Terra

Monday, September 17, 2012

Nossas memórias são feitas de tudo que passamos na vida: momentos bons, ruins, divertidos, momentos de aprendizado e conhecimento, etc. Porém, por mais que tenhamos passado por tantas coisas, para lembrarmos delas tudo depende do nosso cérebro. E como será que ele consegue guardar esse volume incrível de lembranças?

Nos últimos anos, pesquisadores rastrearam nossa memória até os níveis estrutural e molecular. Eles descobriram que as memórias são armazenadas ao longo de estruturas cerebrais em muitas as conexões entre os neurônios.

Esse armazenamento pode ocorrer de duas maneiras. Memórias de curto prazo são processadas na parte frontal do cérebro em uma região altamente desenvolvida, chamada lóbulo pré-frontal.

Então, a memória de curto prazo é convertida em memória de longo prazo no hipocampo, uma área mais profunda do cérebro. O hipocampo ajuda a solidificar o padrão de conexões que formam uma memória, mas a memória em si depende da solidez das conexões entre as células cerebrais individuais.

Por sua vez, as células do cérebro dependem de proteínas e outras substâncias químicas para manter as suas ligações umas com as outras e se comunicarem.

O hipocampo também grava memórias simultâneas de diferentes regiões sensoriais do cérebro e as liga em um “episódio único” de memória. Por exemplo, você pode ter apenas uma lembrança de um jantar ao invés de várias memórias distintas (da aparência, do cheiro, do som da festa).

As conexões de uma lembrança entre os neurônios podem se tornar uma combinação fixa. Por exemplo, quando você ouve uma música, pode associá-la com algum episódio que lhe aconteceu enquanto você a ouvia.

Em varreduras do cérebro, os cientistas podem ver as regiões diferentes do cérebro “acenderem” quando alguém está recordando um episódio em sua memória. Isso demonstra como elas representam um índice dessas sensações e pensamentos diferentes gravados.

Artigo original: Hype Science

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Como o cérebro armazena nossas memórias?

Thursday, September 13, 2012

O Mundo Iluminado pela Ciência - Teaser

Wednesday, September 12, 2012

Alguns pesquisadores acreditam que certos animais usam bússolas internas próprias para se localizar nas migrações e grandes deslocamentos. Mas, para algumas pessoas, isso é pura fantasia. Agora, há boas evidências de que muitas espécies – incluindo pombos, tartarugas, galinhas, ratos, e possivelmente o gado – podem detectar o campo geomagnético da Terra, às vezes com uma precisão surpreendente.


Caroline Williams para NewScientist

As jovens tartarugas-cabeçudas, por exemplo, lêem o campo magnético da Terra para ajustar a direção em que nadam. Com a ajuda do sensor magnético, elas ficam sempre em águas quentes durante a primeira migração ao redor da borda do Atlântico Norte.

Com o tempo, elas parecem construir um mapa magnético mais detalhado, aprendendo a reconhecer as variações na intensidade e direção das linhas de campo, que são posicionadas mais acentuadamente em direção aos pólos e mais planamente no equador magnético.

O que não se sabe, entretanto, é como elas sentem o magnetismo. Parte do problema é que os campos magnéticos podem atravessar os tecidos biológicos sem os alterar, de modo que os sensores poderiam, teoricamente, estar localizados em qualquer parte do corpo. Além disso, a detecção poderia não precisar de uma estrutura especializada para isso, mas acontecer a partir de uma série de reações químicas.

Mesmo assim, muitos pesquisadores acreditam que os receptores magnéticos existem na cabeça das tartarugas e de outros animais. Eles poderiam ser baseados em cristais de magnetita, que se alinham com o campo magnético da Terra. Esse mineral já foi encontrado em algumas bactérias e em peixes como o salmão e a truta-arco-íris – que também parecem controlar o campo magnético da Terra à medida que migram.

Mas como uma tartaruga sabe o caminho correto em uma viagem de 14 mil quilômetros pelo oceano a partir dessa hipótese? Alguns pesquisadores apostam que a cabeça do animal seria puxada para o lado correto. Imagine que você está nadando, e quando você vai para o leste, a sua cabeça é puxada para o oeste – é mais ou menos essa a sensação que sentiriam as tartarugas.

Essa é uma das possibilidades. A outra é que pode haver fotopigmentos nos olhos dos animais, conhecidos como criptocromos, que detectam o campo magnético quimicamente e fornecem “dicas visuais” que podem ser usadas como uma espécie de bússola. Se for assim, o animal poderia ver o campo magnético através de padrões de mudanças, como um conjunto de luzes ou cores que se alteram dependendo da direção.

Há algumas evidências de que este pode ser o caso, pelo menos em alguns tipos de animais. Os criptocromos são encontrados na retina de aves migratórias e parecem ser ativados quando as aves estão voando e usando o campo magnético. Além disso, as células contendo criptocromo se conectam com uma região do cérebro que, quando removida, impede a habilidade da ave navegar pelo campo magnético.

Até descobrirmos como esses animais detectam o campo, infelizmente não chegaremos nem perto de saber o que eles vêem e sentem. Mas há um fio de esperança em chegarmos a uma conclusão, com a recente descoberta de que moscas de fruta e peixes-zebra podem detectar campos magnéticos.

Seus cérebros menores e menos complexos tornarão os estudos mais simples do que os que são feitos com as tartarugas selvagens e pombos. Quem sabe, em breve, descobriremos que espécie de bússola ou mapa está presente (e bem escondida) no corpo dos animais.

Artigo original - aqui
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Como os animais navegam pelo campo magnético da Terra

Tuesday, September 11, 2012

A teoria tradicional diz que a depressão é uma deficiência de serotonina – um neurotransmissor relacionado a funções como o humor, o sono e o apetite – e, para combatê-la, tudo o que os antidepressivos fazem é aumentar a quantidade dessa substância no cérebro. Mas duas questões nessa teoria intrigam os cientistas há algum tempo. A primeira é que, pouco depois de tomar esses remédios, o cérebro já está cheio de serotonina e, no entanto, nada acontece. O segundo é que os efeitos esperados só vão aparecer um mês depois. Um mês é exatamente o tempo que o cérebro leva para produzir novos neurônios e fazê-los funcionar. Foi daí que se suspeitou que existe uma relação entre a depressão e a queda na produção de novas células no cérebro.

Outros indícios reforçaram a hipótese: o estresse – um dos principais fatores que desencadeiam a depressão – também inibe a neurogênese (nome para a produção de células novas no cérebro), como se o cérebro estivesse mais preocupado em sobreviver ao fator estressante que em produzir neurônios para o futuro. Mas a primeira evidência concreta veio em 2000, quando cientistas americanos mostraram que os principais tratamentos antidepressivos aumentam a neurogênese em ratos adultos. No ano seguinte, percebeu-se também que bloquear o nascimento de neurônios em ratos tornava ineficazes os antidepressivos. Agora a esperança é encontrar uma forma de estimular a neurogênese e, com isso, aliviar a depressão. Ao que indicam esses estudos, essa doença pode não ser só um estado de tristeza, mas, sim, o efeito da falta de neurônios novos e da conseqüente perda da habilidade de se adaptar a mudanças.



Texto adaptado da Superinteressante de 2006.
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Depressão não é tristeza?

Sunday, September 9, 2012

O artigo é de 2006 da Superinteressante, mas não perde em nada em atualidade.

Ao decifrar alguns mecanismos da nossa mente, os pesquisadores estão encontrando maneiras de realizar coisas que antes pareciam impossíveis. O resultado é uma revolução como nenhuma outra, capaz de mudar não só a maneira como entendemos o cérebro, mas também a imagem que fazemos do mundo, da realidade e de quem somos nós.


Adaptado do texto de Rafael Kenski
SuperInteressante Junho de 2006

Mudar a própria forma

Os dedos da mão esquerda de um violinista fazem todo tipo de movimentos. Já os da mão direita fazem só um: segurar o arco, algo importante, mas simples. Todas essas ações são coordenadas pelo córtex motor, uma fatia acima da orelha que possui um mapa de todo o corpo: um pedaço coordena o pé, outro, a perna, e assim vai até a cabeça. Quando os cientistas analisaram esse mapa em violinistas, repararam em algo curioso: a região que comanda os dedos da mão esquerda é maior do que a da direita. O cérebro se adapta ao estilo de vida do seu dono.

Regenerar suas partes

Em 1998, cientistas provaram que o cérebro produz, sim, novas células ao longo da vida – num processo batizado de neurogênese. Caía um dos mais arraigados mitos da ciência. Desde então, descobrir como surgem novos neurônios e para que eles servem se tornou um dos temas mais quentes da neurociência. É possível que dessas pesquisas saiam formas de curar doenças como depressão e Alzheimer, retardar o envelhecimento e até garantir um melhor funcionamento do cérebro para pessoas saudáveis.

Mover objetos

O seu corpo, ao que parece, é muito pequeno para conter uma máquina tão poderosa quanto o cérebro. Prova disso veio em julho, quando foram divulgadas as aventuras de Matthew Nagle, um americano que ficou paralítico em uma briga em 2001. Três anos depois, cientistas da Universidade Brown, EUA, e de 4 outras instituições implantaram eletrodos na parte do cérebro dele responsável pelos movimentos dos braços e registraram os disparos de mais de 100 neurônios. Enviados a um computador, esses sinais permitiram que ele controlasse um cursor em uma tela, abrisse e-mails, jogasse videogames e comandasse um braço robótico. Somente com o pensamento, Nagle conseguiu mover objetos.

Ler pensamentos

Um macaco em um laboratório da Universidade de Parma, na Itália, jamais imaginaria que faria parte de uma das maiores descobertas da ciência quando, 15 anos atrás, descansava com eletrodos implantados no cérebro. Os fios estavam conectados a neurônios que disparavam quando ele fazia movimentos. Por exemplo, se o macaco levantava um objeto, um neurônio começava a funcionar. Até que, despretensiosamente, um cientista levantou um objeto perto do simpático primata. E, para surpresa de todos, exatamente o mesmo neurônio que disparava quando o próprio macaco fazia a ação começou a funcionar. Em alguns casos, bastava o som dessa ação para acionar a célula. Ou seja, era como se a mente do macaquinho simulasse tudo o que os outros fizessem ao redor. Essa tendência para imitar tudo fez com que, em 1996, ao publicarem a descoberta, os cientistas italianos batizassem essas células de “neurônios-espelho”.

Ampliar seus poderes

Um dos avanços tem um nome estiloso: estimulação magnética transcraniana de repetição (EMTr). É uma técnica que permite estimular, inibir e modelar circuitos específicos do cérebro. Trata-se de um ímã fortíssimo – tão forte quando o de um aparelho de ressonância magnética – focado em partes específicas do córtex e aplicado em flashes de apenas 0,2 milésimos de segundo. Emitir menos de um pulso por segundo inibe a região do cérebro sobre a qual ele é direcionado. Dois ou 3 por segundo estimulam. E centenas por segundo fazem a pessoa entrar em convulsão.

Mas, dentro dos parâmetros seguros, a máquina faz proezas. “Nós conseguimos usar a EMTr para estimular uma parte do córtex e aliviar a depressão. Também usamos para acelerar o efeito de antidepressivos: em vez de um mês, o remédio apresenta resultados em apenas uma semana”, diz o psiquiatra Marco Antonio Marcolin, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele é um dos pioneiros da técnica: seu laboratório também conseguiu o feito de puxar o freio de áreas do cérebro que fazem alguns pacientes sentir dor crônica ou ter alucinações auditivas. Entre as possibilidades da EMTr também está estimular a recuperação em derrames, fazer pessoas parar de fumar, atenuar transtorno de déficit de atenção ou até regular o apetite. A grande vantagem é que a técnica não requer cirurgias nem anestesias e traz resultados que podem se prolongar por meses. Além disso, tem poucos efeitos colaterais – e o mais interessante é que, entre eles, pode estar um aumento da memória.

Leia o artigo completo - Aqui
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A Revolução do Cérebro

Friday, September 7, 2012

A associação de sentimentos a diferentes características tonais parte de nossa percepção da fala



Tente buscar na memória uma melodia que é capaz de mudar seu humor – é muito provável que a distância entre as notas seja a grande responsável pelas emoções despertadas, segundo estudo publicado na Plos One. O neurocientista Daniel Bowling, da Universidade Duke, analisou os intervalos, ou distâncias entre as notas, em melodias de música clássica ocidental e de ragas indianos e descobriu que, nos dois tipos de música, o tamanho do intervalo médio é menor em melodias associadas à tristeza e maior em melodias ligadas à alegria.

Bowling cita como exemplo dessa variação a Sonata ao Luar, um clássico do compositor alemão Ludwig van Beethoven. A melodia da primeira parte da peça, que envolve um pequeno conjunto de notas, evoca melancolia para a grande maioria dos voluntários que a ouvem. Já a segunda parte, mais alegre, compreende intervalos maiores entre as notas. Segundo o neurocientista, a música imita os padrões naturais de nosso instrumento mais primitivo: a voz. Para testar essa teoria, ele gravou 40 pessoas falando – metade delas em inglês e o restante em tâmil, um dialeto indiano. Ele observou que as emoções eram relacionadas a padrões melódicos semelhantes: quanto mais monótona a execução da fala, mais triste ela era considerada. “A associação de emoções a diferentes características tonais partiu de nossa percepção da fala”, diz Bowling.

Artigo Original: Revista Mente e Cérebro

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Emoções transparecem da mesma forma na música e na voz

Wednesday, September 5, 2012

Cientistas da NASA voltaram sua atenção dos mistérios do cosmos para uma área mais esotérica de pesquisa: o que acontece quando você droga uma aranha.


Os experimentos mostraram que as aranhas comuns de casa giram suas teias de maneiras diferentes de acordo com a droga psicotrópica que foi aplicada. Aranhas sobre o efeito da maconha faz uma estrutura razoável na fiação das teias, mas pareceu perder a concentração sobre a meio. Aquelas que foram drogadas com Benzedrine ganharam "entusiasmo" na velocidade em girar suas teias , mas, aparentemente, sem muito planejamento, deixando grandes buracos", segundo a revista New Scientist.

A cafeína, uma das drogas mais comuns consumidas pelos britânicos em refrigerantes, chá, e café, faz as aranhas incapazes de girar mais do que alguns fios amarrados juntos de forma aleatória. Com hidrato de cloral (cloral hydrat), um ingrediente comum em de pílulas para dormir, as aranhas "cairam fora antes mesmo de começar".

Cientistas da Nasa acreditam que a pesquisa demonstra que as teias de aranhas podem ser usados ​​para testar medicamentos porque quanto mais tóxico o químico, mais deformado fica a teia.


Os cientistas acreditam que seu trabalho anterior sobre o geometria de cristais irá ajudá-los a elaborar programas de computador, que pode analisar o objetivo de estrutura da teia, a fim de prever a toxicidade de novos medicamentos. "Parece que uma das medidas mais significativas da toxicidade é uma diminuição, em comparação com uma rede normal, entre o número de lados completadas (de uma teia): quanto maior a toxicidade, mais lados a aranha não completa", dizem os cientistas.

Paulo Hillard, especialista em aranhas  do Museu de História Natural de Londres, disse que os investigadores descobriram pela primeira vez os efeitos das drogas psicotrópicas sobre aranhas durante experimentos no final da década de 1960. Os pesquisadores alimentaram com cafeína as aranhas na esperança de que terminassem suas teias no final da noite, em vez de madrugada. O resultado foi teias mais excêntricas em vez de fiação como as anteriores, disse ele.

Artigo original da pesquisa
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Nasa, Drogas e Aranhas

Thursday, August 30, 2012

O cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada na segunda-feira por pesquisadores do instituto israelense Weizmann.


Por Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil

A pesquisa, realizada ao longo de três anos pela neurobióloga Anat Arzi, examinou a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro.

"Esta é a primeira vez que uma pesquisa científica consegue demonstrar que o cérebro é capaz de aprender durante o sono", disse Arzi à BBC Brasil.

Segundo a cientista, estudos prévios já demonstraram a capacidade de bebês aprenderem enquanto dormem, mas a pesquisa recém-divulgada descobriu que o mesmo vale para adultos.

'Aprendizagem associativa'


O experimento, realizado por Arzi em colaboração com o professor Noam Sobel, diretor do Laboratório do Olfato do instituto, examinou as reações de 55 pessoas que foram expostas a sequências de sons e cheiros enquanto dormiam.

As sequências, que incluiam um intervalo de 2,5 segundos entre o som e o cheiro, expunham os participantes a odores agradáveis (de perfume ou xampu) ou desagradáveis (de peixes podres ou outros animais em decomposição), de forma sistemática e sempre antecedidos por sons que se repetiam.

"A vantagem de se utilizar o olfato é que os cheiros geralmente não interrompem o sono, a não ser que sejam muito irritantes para as vias respiratórias", explicou a cientista.

Durante o experimento os cientistas observaram sinais de que os participantes adormecidos passaram por uma "aprendizagem associativa".

"Com o tempo, criou-se um condicionamento. Bastava que (os participantes) ouvissem determinado som para que a respiração deles se alterasse e se tornasse mais longa e profunda – em casos de associação com odores agradáveis -, ou mais curta e superficial - em casos de sons ligados a cheiros desagradáveis", afirmou Arzi.

A cientista também relatou que as mesmas reações ocorriam na manhã seguinte, quando os participantes acordavam. Se fossem expostos a um som associado com um odor agradável, respiravam longa e profundamente.
Os pesquizadores Arzi (esq.) e Sobel (dir.)

Informações gravadas


"O fato de que as informações ficaram gravadas no cérebro e causaram reações fisiológicas idênticas, mesmo quando os participantes estavam despertos, demonstra que eles passaram por uma aprendizagem associativa enquanto dormiam", disse.

Pessoas com lesões no hipocampo – região do cérebro relacionada à criação da memória – não registraram as informações, disse a neurobióloga.

Para Arzi, a descoberta pode ser "um primeiro passo no estudo da capacidade do cérebro humano de obter uma aprendizagem mais complexa durante o sono".

No entanto, segundo a cientista, são necessárias mais pesquisas para examinar as diferenças entre o funcionamento dos mecanismos cerebrais de pessoas adormecidas e despertas.

Artigo original - Aqui
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Pesquisa mostra que cérebro é capaz de aprender durante sono

Friday, August 10, 2012


Alfred Lukyanovich Yarbus (1914-?) foi um psicólogo russo que estudou os movimentos dos olhos, entre os anos de 1950 e 1960.  

Yarbus foi pioneiro no estudo dos movimentos sacárdicos em imagens complexas, gravando os movimentos oculares realizados por observadores durante a visualização de objetos naturais e cenas comuns. Neste trabalho muito influente, Yarbus mostra que as trajectórias seguidas pelo olhar dependem da tarefa que o observador tem a executar. O olhar tende a saltar para trás e para frente entre as mesmas partes da cena, por exemplo, os olhos e a boca da figura de um rosto.

Se foi feito ao observador perguntas específicas sobre a imagem, os seus olhos se concentrar em áreas das imagens de relevância para as perguntas. 

Yarbus também inventou a ventosa de sucção, uma versão do que inclui um sistema óptico que pode ser presa por sucção para o olho humano para estudar as percepções visuais na ausência de movimentos dos olhos, uma condição de laboratório, chamado de estabilização da retina.


Vários fenômenos são criados com este conhecimento, muito abordado no livro "Truques da Mente". Exemplo deste efeito - AQUI

Abaixo, posts anteriores sobre fenômenos ligados a visão:

Post anterior sobre Síndrome de Charles Bonnet (Pessoa que perde parte da visão pode ganhar alucinações)

Post anterior sobre Estereograma (Um estereograma é uma técnica de ilusão de óptica, onde a partir de duas imagens bidimensionais complementares, é possível visualizar uma imagem tridimensional)

Post anterior sobre Imagem Híbrida (Uma imagem híbrida é uma imagem que vista de longe parece uma coisa, de perto parece outra)
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Yarbus e o Estudo do Movimento dos Olhos

Thursday, August 9, 2012

O que faz as pessoas serem boas ou más? Segundo o Dr. Love: Oxitocina.





















"O acadêmico americano Paul Zak é famoso entre seus colegas por duas coisas desconcertantes que faz com as pessoas logo depois de conhecê-las. A primeira é abraçá-las: ele me vê chegando quando ainda estou do outro lado da sala em seu clube no centro de Manhattan, em Nova York, e se levanta lépido, ignora minha mão estendida e me envolve em seus braços. A segunda coisa é enfiar agulhas nos braços delas para tirar sangue. (...)

A sede de sangue humano que o dr. Zak sente se deve a seu interesse no hormônio oxitocina, sobre o qual ele se tornou um dos maiores especialistas mundiais. Conhecida há muito tempo como hormônio reprodutivo feminino --desempenha papel fundamental no parto e na amamentação--, a oxitocina emerge das pesquisas de Zak como algo muito mais abrangente: ela seria a "molécula da moralidade" subjacente a toda a virtude, a confiança, o afeto e o amor humanos.

Nas palavras dele, ela é "uma cola social que mantém a sociedade unida". O subtítulo de seu livro, "as surpreendentes descobertas sobre a substância que desperta o melhor em nós", dá um indício da escala de sua ambição, que envolve nada menos que a explicação de grandes questões filosóficas e religiosas por meio de uma única substância química presente no fluxo sanguíneo."

Para ler o artigo completo

Abaixo, uma das melhores palestras que eu já assisti no TED.


Mais uma dica do meu amigo Antônio Azevedo do Blog Psicomagia.
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O que faz as pessoas serem boas ou más?

Sunday, August 5, 2012


Estou trabalhando junto com o Roney Belhassof do Blog Meme de Carbono, em uma série de vídeos de divulgação científica (ainda sem nome).

A idéia é dar instrumentos para as pessoas mergulharem no deslumbrante mundo das perguntas científicas.

Abaixo o vídeo zero da série:

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Nova Série de Vídeos de Divulgação Científica

Tuesday, July 17, 2012

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.



Por Marco Túlio Pires em 16/07/2012

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Philip Low: "Todos os mamíferos e pássaros têm consciência"Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

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Alguns dados sobre Philip Low:

Adjunct Professor, Stanford School of Medicine Research Affiliate, MIT Media Lab
Winner, KAVLI Brain and Mind Innovative Research award
Winner, Draper Fisher Jurvetson Venture Challenge
Winner, UCSD Entrepreneurship Competition
Winner, CONNECT Most Innovative New Product
Top Young Innovator, Worldwide, MIT-TR35
Top 10 Most Innovative Companies in Health Care, Worldwide
Winner, Jacobs-Rady Pioneer Award for Global Innovation and Entrepreneurship
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Dica dada no Facebook pelo meu amigo Ivan Mingireanov Filho.

Artigo horiginal: Revista Veja

Para saber mais sobre o Manifesto - Aqui

Link para post "Cientista tenta descobrir o que pensam os cães" - Aqui
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Manifesto de Cientistas Declara a Existência de Consciência em Animais

Wednesday, June 27, 2012

A ciência comprova: você é escravo do seu cérebro

por Salvador Nogueira
texto publicado na Super Interessante de setembro de 2008

Você se interessou pelo tema desta reportagem e, por isso, resolveu dar uma lida. Certo? Errado! Muito antes de você tomar essa decisão, a sua mente já havia resolvido tudo sozinha – e sem lhe avisar.

Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de livre-arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria. As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes.

Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma seqüência aleatória de letras. Eles deveriam escolher uma letra e apertar um botão quando ela aparecesse. Simples, não? Acontece que, monitorando o cérebro dos voluntários via ressonância magnética, os cientistas chegaram a uma descoberta impressionante. Dez segundos antes de os voluntários resolverem apertar o botão, sinais elétricos correspondentes a essa decisão apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões.

“Nos casos em que as pessoas podem tomar decisões em seu próprio ritmo e tempo, o cérebro parece decidir antes da consciência”, afirma o cientista John Dylan-Haynes. Isso porque a consciência é apenas uma “parte” do cérebro – e, como a experiência provou, outros processos cerebrais que tomam decisões antes dela.

Agora os cientistas querem aumentar a complexidade do teste, para saber se, em situações mais complexas, o cérebro também manda nas pessoas. “Não se sabe em que grau isso se mantém para todos os tipos de escolha e de ação”, diz Haynes. “Ainda temos muito mais pesquisas para fazer.” Se o cérebro deles deixar, é claro.

A pessoa decide 

O voluntário precisa tomar uma decisão bem simples: escolher uma letra. Enquanto ele faz isso, seu cérebro é monitorado pelos cientistas

1. Observa a tela... 
O voluntário olha para uma seqüência de letras, que vai passando em ordem aleatória numa tela e muda a cada meio segundo.

2. Escolhe uma letra... 
Na mesa, existem dois botões: um do lado esquerdo e outro do lado direito. O voluntário deve escolher uma letra – e, quando ela passar na tela, apertar um desses dois botões.

3. E aperta o botão.
Pronto. A experiência terminou. O voluntário diz aos pesquisadores qual foi a letra que escolheu e em que momento tomou a decisão.

Mas o cérebro já resolveu 

Bem antes de a pessoa apertar o botão, ele toma as decisões sozinho

10 segundos antes
Os córtices medial e frontopolar, que controlam a tomada de decisões, já estão acesos – isso indica que o cérebroestá escolhendo a letra.

5 segundos antes 
Os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo, estão ativos. Olhando a atividade deles, é possível prever se a pessoa vai apertar o botão direito ou o esquerdo.


E já é possível prever pensamentos

Além de provar que o livre-arbítrio não existe, a neurociência acaba de fazer outro enorme avanço: pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso.

Cada voluntário recebeu uma lista de palavras sobre as quais deveria pensar. Enquanto ele fazia isso, um computador analisava sua atividade cerebral (por meio de um aparelho de ressonância magnética). O software aprendeu a associar os termos aos padrões de atividade cerebral – e, depois de algum tempo, conseguia adivinhar em quais palavras as pessoas estavam pensando.

O sistema ainda tem uma grande limitação – ele só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver totalmente concentrada. O que nem sempre é fácil. “Às vezes, no meio da experiência, o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’”, e isso embaralhava o computador, conta o cientista americano Tom Mitchell, responsável pelo estudo. (para conhecer este tipo de experimento)
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O Livre Arbítrio Não Existe

Friday, June 8, 2012

A edição de abril de 1924 da revista Science and Invention publicou um artigo de Hugo Gernsback, editor da revista, que analisou as diferentes formas "científicas" de determinar se o casamento terá sucesso ou fracassará.

Quanto poderia um homem ou mulher comum saber de antemão se a sua vida de casado é propenso a ter sucesso ou fracasso? Atualmente, o casamento é uma loteria. Parece impossível prever de antemão como seu parceiro irá se apresentar no futuro. Através de determinados fundamentos, que podem facilmente ser determinados, uma pessoa pode ter com uma razoavel certeza quanto a sua escolha. Tomamos muito cuidado na criação de cavalos, cães e gatos, mas quando se trata de nós mesmos, somos extremamente descuidados e não usamos a cabeça, nem os meios que a ciência coloca em nossas mãos para uma procriação científica. Existem alguns testes básicos que podem ser feitos hoje e que podem dar uma garantia razoável a felicidade conjugal.

No artigo, Gernsback explica quatro diferentes testes que podem ser feitos a um casal de forma a determinar cientificamente se uma união irá funcionar.

1) Teste de Atração Física

De acordo com Gernsback, atração física é o elemento mais importante para um casamento bem sucedido. Ele explica que, a fim de medir o nível de atração física em um casal de um pelo outro, os eletrodos devem ser anexados ao pulso de cada pessoa de modo que um "sismógrafo elétrico" possa gravar o seu pulso. Em seguida, uma corrente é enrolada ao redor de seus peito para medir sua respiração:

... Em torno do peito de cada um é uma corrente que é fixado a uma peça de mola coberto por um tubo de borracha. Uma extremidade do tubo é selado, e a outra conectada a um manômetro e também para um tambor com uma caneta. A caneta deixa um registro em uma fita de papel em movimento mostrando a taxa de respiração.

Essencialmente, se os houver um aumento na variação do pulso e uma aceleração na respiração, enquanto abraçar ou beijar o seu parceiro, Gernsback alega que esta é uma evidência científica de atração física.

2) Teste de Simpatia 

O teste de simpatia envolve um dos parceiros a assistir o outro passar por algo ligeiramente traumático, como ter seu sangue coletado. Na ilustração acima, a jovem vê seu parceiro e se as contrações musculares e inalações bruscas, "devido à excitação", são frenéticos o suficiente, então ela deve ser suficientemente simpática a ele como parceiro.

3) Teste de Odor do Corpo

Curiosamente, Gernsback afirma que casamentos são provavelmente destruídos mais por odores corporais do que qualquer outra causa. Durante o teste de odor corporal, o conjuge deve para sentir o cheiro do outro ("não é uma experiência agradável", opina Gernsback) que é colocado dentro de uma cápsula grande com uma mangueira que sai do topo. A mangueira é levado para o nariz da outra pessoa, e se o odore não forem muito desaprovado (de novo, medido por meio de dispositivos amarradas ao peito e punho), a compatibilidade romântica é considerada segura.

4) Teste de Distúrbio Nervoso

De acordo com Gernsback é importante que pelo menos um parceiro possa manter a calma sob pressão. O teste de distúrbio nervoso é talvez o mais divertido na medida em que se imagina um homem (vamos chamá-lo Professor Sixshooter) dispara um tiro de surpresa no ar. A "reação nervosa" de ambos os conjuges é gravado em fita e se ambos ficam muito assustados "o casamento não deve acontecer".

Eu não sei quanto a você, mas eu ficaria um pouco preocupado se o meu parceiro não ficasse surpreso ao som de um tiro.

Fonte: Smithsonian.com
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Casando Cientificamente

Friday, May 25, 2012

Projeto permite que pacientes paralisados controlem braço mecânico com a mente

Monday, May 14, 2012

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X. 




O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.

O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens.

Cientistas encontraram 27 engrenagens em antigo mecanismo

Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.

A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.

Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.

Fonte: BBC Brasil.
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Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos

Tuesday, May 1, 2012

Uma imagem híbrida é uma imagem que vista de longe parece uma coisa, de perto parece outra.


imagem_superman
Olhando para a imagem de uma curta distância, pode-se ver uma imagem de 
Clark Kent com uma pequena distorção embaçada, sugerindo a presença de uma imagem sobreposta. Visto de uma longa distância, 
com borrões em detalhes finos, surge o Super-homem.

Uma imagem híbrida, ou hybrid image, é uma imagem que é percebida de duas maneiras diferentes, dependendo da distância de visualização, com base no modo como os humanos processam a entrada visual. Imagens híbridas combinam as baixas frequências espaciais de uma imagem com as altas frequências espaciais de outra imagem, produzindo uma imagem com uma interpretação que muda com a distância de visualização.

Instruções para construir uma imagem híbrida: Aqui.
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Imagem Híbrida

Thursday, March 29, 2012

Registro mostra estrutura tridimensional, como uma grade curvada. Descoberta desvenda conexão entre todas as partes do cérebro.


Esqueça aquela ideia de que "o lado direito do cérebro faz assim" e o "lado esquerdo do cérebro faz assado". Um estudo publicado nesta quinta-feira (29) pela revista “Science” mostra que o cérebro humano não tem "lados" nem é isolado na hora de realizar tarefas. Ele é todo interligado e não existem áreas específicas para funções específicas.

O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro humano e também no de macacos. Segundo os pesquisadores, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional, como uma "grade curvada". Em resumo, o cérebro não é um emaranhado de fios separados, mas uma rede interligada.

Foto: Cérebro visto como uma grade curvada, em imagem feita por estudo publicado
MCH-UCLA Human Connectome Project

“A velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”, afirmou Van Wedeen, autor do estudo, em material de divulgação do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, onde ele trabalha.

“Como a seleção natural levaria cada um destes fios a configurações mais eficientes e vantajosas? A grande simplicidade desta estrutura em grade é o motivo pelo qual ele [o cérebro] consegue acomodar as mudanças aleatórias e graduais da evolução”, concluiu o pesquisador.

Fonte: G1

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Imagem revela como o cérebro é organizado